
O mercado mundial de tablets registou a entrega de 35,57 milhões de unidades no segundo trimestre de 2026. Segundo os dados da Omdia, avançados pelo IT Home, este valor representa uma queda de 10% face ao período homólogo e um recuo de 3,93% em relação ao trimestre anterior. A quebra ignora o padrão sazonal habitual, em que as entregas costumam subir nesta altura devido à procura direcionada para o regresso às aulas.
Para os consumidores em Portugal e no resto da Europa, este abrandamento reflete uma fase de ajustamento do mercado, onde a inflação e a limitação no fornecimento de componentes continuam a condicionar a oferta.
O domínio da Apple e o recuo da Samsung
Apesar de uma contração de 7,5% nas entregas anuais, a Apple manteve o primeiro lugar do pódio com 13,46 milhões de iPad enviados. A sua quota de mercado global subiu para 37,8%, o que constitui um aumento de 1 ponto percentual face ao segundo trimestre de 2025. O modelo base do tablet da marca foi o grande responsável pelo volume, remetendo as versões Air e mini para um contributo menor neste período.

A Samsung fechou o trimestre com aproximadamente 5,8 milhões de unidades distribuídas, sofrendo uma queda de 13% em relação ao ano passado. A Omdia refere que as limitações nos componentes estão a impactar diretamente a produção da marca sul-coreana. Em resposta a este cenário, a empresa planeia ajustar de forma dinâmica a sua oferta de produtos ao longo de 2026, focando-se em equipamentos com maior margem de lucro para proteger a rentabilidade.
Lenovo lidera o crescimento enquanto rivais chinesas recuam
No top 5 mundial, a Lenovo foi a única fabricante a conseguir crescer, entregando 3,94 milhões de tablets e alcançando um aumento de 27,1% em comparação anual. Esta subida traduz uma procura real por parte dos utilizadores finais, apoiada pela acumulação de stock nos canais de venda para antecipar eventuais subidas de preços e grandes campanhas promocionais no retalho.
As restantes fabricantes enfrentaram um cenário de contração. A Xiaomi ficou na quarta posição com 2,84 milhões de unidades, o que representa uma descida de 6,8% face ao ano anterior. O seu desempenho foi suportado sobretudo pela forte procura na China e pelas vendas consistentes noutros mercados da Ásia-Pacífico. A Huawei expediu 2,73 milhões de tablets, caindo 15,6% em relação ao segundo trimestre de 2025. As pressões na cadeia de abastecimento e as mudanças no comportamento dos consumidores continuam assim a redefinir o segmento tecnológico.












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