
Os recentes smartwatches da marca sul-coreana estão a deixar os utilizadores frustrados devido a tempos de carregamento muito superiores ao garantido. Segundo os relatos recolhidos pelo Android Authority no Reddit e nos fóruns oficiais, os novos Galaxy Watch 9 e Galaxy Watch Ultra 2 estão a demorar até 4 vezes mais na tomada.
Oficialmente, a fabricante indica que o ciclo de 0 a 100% deve ser concluído entre 80 e 90 minutos. Na prática, em temperatura ambiente regular, o processo tem exigido entre 2 e 4 horas contínuas. A situação insólita levou os proprietários a testarem soluções improvisadas, colocando ventiladores de mesa apontados aos relógios ou aplicando pasta térmica no disco de carregamento com o equipamento pousado sobre gelo para tentar sustentar a velocidade máxima.
O impacto do estrangulamento térmico
A discrepância entre os valores divulgados e a experiência real varia consoante o modelo. Para o Galaxy Watch 9 (40 mm), o tempo prometido é de 80 minutos, mas os utilizadores reportam esperas acima de 120 minutos (2 horas). Já no caso do Galaxy Watch Ultra 2, a promessa de 90 minutos contrasta com os 240 minutos (4 horas) relatados por quem tenta restabelecer a bateria.

A principal causa desta variação seria o estrangulamento térmico (thermal throttling). Quando o smartwatch aquece durante o processo, o sistema reduz automaticamente a energia recebida para proteger os componentes internos. Os testes realizados pela comunidade demonstram que a taxa de carregamento acaba por cair de 5,5W para 3,5W ou menos.
Incompatibilidade com bases antigas
A linha apresenta ainda supostas falhas de compatibilidade com alguns acessórios. Nos fóruns da Samsung nos EUA, multiplicam-se as queixas de que o Galaxy Watch 9 exibe avisos de carregamento lento ou recusa rejeitar a energia quando ligado a bases de terceiros ou ao carregador do Galaxy Watch 8.
Curiosamente, o disco de carregamento do antigo Galaxy Watch 6 consegue encher o novo modelo de forma mais rápida do que o cabo oficial fornecido na caixa. Esta divergência indica um possível bug de comunicação via software no firmware dos lançamentos. Até ao momento, a fabricante ainda não se pronunciou sobre as falhas nem confirmou a libertação de atualizações de correção, mesmo após o contacto direto da publicação norte-americana.







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