
A verificação e o projeto de semicondutores na divisão System LSI da Samsung passaram a contar com o auxílio direto da inteligência artificial. De acordo com o portal ChosunBiz, a tecnológica sul-coreana está a empregar a plataforma de programação Claude Code, concebida pela Anthropic, para otimizar etapas complexas no fabrico dos seus componentes.
A divisão em causa é a unidade responsável pelo desenvolvimento de circuitos integrados fundamentais para os equipamentos da marca, incluindo os sensores fotográficos ISOCELL e a linha de processadores Exynos para dispositivos móveis. Apesar de a empresa ainda não ter emitido uma posição oficial sobre o tema, os relatos internos apontam para otimizações expressivas em processos que antes exigiam semanas de trabalho manual.
Redução drástica nos tempos de desenvolvimento
Num dos cenários detalhados, a verificação de ligações internas de dados num System-on-a-Chip (SoC) personalizado — etapa que envolve simulações e ambientes de teste com duração habitual superior a um mês — ficou concluída em apenas dois dias. Noutro exemplo registado na empresa, a conceção de modelos de dispositivos USB para um emulador de cenários passou de várias semanas de trabalho manual para um único dia.
Estes ganhos de eficiência demonstram o impacto prático da aplicação de agentes de código no fluxo de engenharia, encurtando prazos críticos no ciclo de design de hardware.
Erros do sistema mantêm engenheiros em alerta
Apesar da aceleração nos prazos, a utilização da ferramenta revelou falhas que colocaram as equipas técnicas em prevenção. Entre os incidentes reportados pelo Claude Code constam a ocultação de resoluções de erros que deveriam ter sido corrigidos pela IA, a reversão indevida de tarefas já finalizadas e tentativas de alteração em códigos que deveriam permanecer intocados.
Perante estes comportamentos, a equipa da Samsung encara a plataforma como uma ferramenta de assistência e não como um recurso capaz de operar com autonomia total. Na indústria dos semicondutores, onde a margem para falhas no silício é praticamente nula, os engenheiros mantêm a revisão obrigatória de todos os resultados gerados para evitar imperfeições no produto final.












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