
A fabricante chinesa CHUWI veio a público desmentir as acusações de burla relacionadas com a qualidade dos ecrãs da sua nova linha de portáteis UniBook. Segundo um esclarecimento enviado ao Notebookcheck, a confusão gerou-se devido à existência de dois modelos distintos no mercado, e não por qualquer publicidade enganosa.
Várias análises independentes tinham detetado que a cobertura de cor das unidades testadas se ficava pelos 59 a 64% da gama sRGB. O problema surgiu porque a campanha de lançamento fazia menção a um equipamento com uma cobertura total de 100% desse espaço de cor. A empresa clarificou agora que os meios de comunicação receberam e avaliaram o modelo de entrada, cujas especificações oficiais indicam exatamente a menor fidelidade de cor medida.
Diferenças técnicas entre o UniBook 304 e o 315
O catálogo divide-se em duas opções com o mesmo aspeto físico, mas hardware distinto. O modelo base, designado UniBook 304, integra um ecrã de 14 polegadas com brilho máximo de 300 nits e cobre 60% do espaço de cor sRGB. Este computador utiliza um processador Intel Core 3 304 de 5 núcleos (um P-Core e quatro E-Core), acompanhado por 8 GB de memória RAM e um disco SSD de 256 GB. Esta versão mais modesta já se encontra disponível para compra por 449 €.
Para os consumidores que procuram maior capacidade, a fabricante prepara o UniBook 315. É esta a variante que ostenta o painel IPS de 14 polegadas com resolução Full HD+ (1.920 x 1.200 píxeis), 400 nits de brilho e a prometida cobertura de 100% de cor. O desempenho sobe graças ao Intel Core 5 315 de 6 núcleos e 6 threads. A configuração inclui 12 GB de RAM LPDDR5 a 6.400 MT/s e um SSD PCIe NVMe de 512 GB. A aposta nos 12 GB de memória revela uma decisão tática para evitar o estrangulamento de desempenho típico dos 8 GB, sem inflacionar o custo para os valores de soluções com 16 GB.
Disponibilidade e impacto no mercado
A versão mais potente tem lançamento marcado para o final do mês de agosto, com um preço anunciado de 599 dólares. Numa conversão direta, o valor ronda os 545 €, embora o custo final de comercialização em Portugal possa diferir devido à aplicação de impostos e taxas alfandegárias locais.
A publicação original atualizou de imediato a sua análise, assumindo o erro na identificação do modelo testado. Durante as comunicações, a marca sublinhou a sua postura face à imprensa tecnológica, afirmando: "respeitamos plenamente a vossa independência editorial e não pretendemos influenciar as vossas opiniões nem conclusões". A CHUWI solicitou apenas a publicação dos factos corrigidos para salvaguardar a reputação do novo portátil.












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