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portátil da CHUWI

A AMD reagiu oficialmente à polémica que envolve a CHUWI, esclarecendo que não tem qualquer ligação com o esquema de etiquetas falsas em computadores portáteis. A situação, que começou com a descoberta de irregularidades num modelo específico, escalou rapidamente para outros equipamentos da marca, como o CoreBook X e o CoreBook Plus, onde processadores antigos são apresentados ao sistema como sendo de uma geração muito mais recente.

Segundo as informações avançadas pelo MyDrivers, a gigante dos semicondutores afirma nunca ter autorizado, confirmado ou consentido este tipo de comportamento. No centro da discórdia está o uso do chip Ryzen 5 5500U, que está a ser vendido como se fosse um Ryzen 5 7430U, uma prática que a empresa considera que altera gravemente a ordem do mercado e engana os consumidores. A AMD sublinha ainda que desconhecia por completo estas decisões de etiquetagem e promoção por parte da CHUWI, reservando-se o direito de avançar com ações legais contra os responsáveis.

Uma questão de confiança e BIOS manipuladas

O problema não reside apenas numa etiqueta colada no chassis do computador, mas sim numa manipulação profunda ao nível do firmware ou da BIOS. Quando um utilizador utiliza ferramentas de diagnóstico como o CPU-Z ou o HWiNFO, o sistema identifica a peça como o modelo superior, o que indica que alguém alterou propositadamente os identificadores do hardware para esconder a identidade real da APU.

Esta prática é especialmente grave no segmento dos portáteis, onde o utilizador confia plenamente na informação que o sistema operativo reporta. Ao vender um componente antigo por um preço de nova geração, a marca não só obtém uma margem de lucro indevida, como destrói a credibilidade de todo o ecossistema. Para a fabricante do silício, esta é uma linha vermelha que coloca em causa a transparência que a empresa tenta manter com os seus clientes.

O impacto para o utilizador final

Com a confirmação de que esta "troca" de identidade afeta múltiplos modelos da gama CoreBook, torna-se difícil prever a verdadeira dimensão do problema. Embora a diferença de desempenho entre os dois modelos possa não ser abismal em tarefas básicas, o consumidor pagou por uma tecnologia que, na verdade, não recebeu. É quase como comprar um carro de 2024 e descobrir, ao abrir o capô, que o motor foi fabricado há quatro anos.

Para quem possui um destes modelos da CHUWI, a recomendação passa por verificar não apenas o nome reportado pelo sistema, mas também as especificações detalhadas do chip, como a arquitetura e as frequências reais. Resta agora saber como é que a marca chinesa irá responder a estas acusações pesadas da AMD, num caso que passou rapidamente de uma falha de desempenho para um cenário de potencial estafa tecnológica.

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