
A América do Sul passa a contar com a primeira região de nuvem da Alibaba Cloud, instalada no Brasil através de dois centros de dados focados no suporte a ferramentas de inteligência artificial e em serviços de baixa latência. A nova infraestrutura fortalece a expansão da tecnológica chinesa na América Latina, na sequência do estabelecimento de uma presença inicial no México no início de 2025.
Com esta inauguração, a rede global da empresa passa a integrar 106 zonas de disponibilidade distribuídas por 31 regiões em todo o mundo. O investimento enquadra-se no compromisso global de 53 mil milhões de dólares assumido pela corporação para impulsionar o desenvolvimento e o suporte de tecnologias baseadas em inteligência artificial. Segundo Allen Guo, vice-presidente de negócios internacionais da Alibaba Cloud, o mercado brasileiro representa uma das economias digitais mais dinâmicas do mundo e assume um papel central na estratégia da marca para o continente.
Foco em inteligência artificial agêntica e serviços corporativos
Para responder à crescente procura do setor empresarial, a plataforma planeia disponibilizar no país um pacote completo de soluções vocacionado para inteligência artificial agêntica. A oferta foi concebida para simplificar a gestão de assistentes virtuais em grande escala, incorporando recursos avançados de segurança e auditoria em ciclo fechado.
Entre os produtos disponibilizados destacam-se o sistema NAPal, focado em garantir a continuidade de operações de rede ininterruptas, e o recurso DataWorks Data Agent, desenvolvido para automatizar o tratamento de dados através de comandos em linguagem natural.
Parcerias locais e expansão do ecossistema Qwen
A operação ganha força através de alianças com fornecedores de tecnologia locais. A integradora Insi atuará junto da provedora para personalizar soluções voltadas para médias e grandes empresas, enquanto no campo do código aberto, a brasileira 4Linux oferecerá suporte especializado na implementação dos modelos de inteligência generativa da família Qwen.
Entre os desenvolvimentos mais recentes da tecnológica asiática inclui-se o modelo Qwen3.8-Flash, um sistema criado de forma específica para equilibrar um elevado desempenho operacional com baixos custos. A expansão da infraestrutura na região insere-se num movimento mais amplo do setor, no qual outras gigantes chinesas, como a ByteDance, já manifestaram interesse em instalar centros de dados em solo brasileiro, acompanhando a revisão de regras por parte de reguladores como a Anatel para contemplar tecnologias de nuvem e inteligência artificial.












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