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UE avança com alargamento da taxa de carbono aos carros e China responde com críticas em Sex 2 Jan 2026 - 11:13

DJPRMF

fumo a sair de escape em carro

A entrada em 2026 marcou o início da implementação total do Mecanismo de Ajustamento de Carbono Fronteiriço (CBAM) da União Europeia, uma medida que visa alinhar os custos das emissões de produtos importados com o sistema interno de preços do bloco. No entanto, a tensão comercial aumentou com a revelação de que Bruxelas prepara o terreno para alargar estas taxas aos automóveis e componentes já a partir de 2028, uma medida que gerou uma resposta imediata e crítica por parte de Pequim.

Segundo avança o CarNewsChina, o Ministério do Comércio da China manifestou preocupação com as metodologias de cálculo e os valores de intensidade de carbono "por defeito" que a UE está a finalizar, argumentando que estes não refletem a realidade industrial chinesa.

A ameaça aos automóveis e eletrodomésticos em 2028

O desenvolvimento mais consequente para a indústria é a proposta da UE para expandir a cobertura do CBAM a partir de 2028. O objetivo é incluir "produtos a jusante" que fazem uso intensivo de aço e alumínio. Esta lista abrange equipamentos mecânicos, eletrodomésticos e, crucialmente, automóveis e peças automóveis.

Se esta expansão for aprovada, o mecanismo deixará de se aplicar apenas às matérias-primas (como o aço bruto) para taxar os veículos acabados e componentes exportados para a UE. Isto representará um aumento significativo nos requisitos de conformidade para os fabricantes chineses, obrigando a uma contabilidade de carbono do ciclo de vida do produto, divulgação de dados de emissões e verificação por terceiros.

escape com fumos

Esta medida surge num contexto em que a China prepara-se para bater recordes de vendas e exportação de automóveis, o que coloca os seus fabricantes na linha da frente do impacto financeiro destas novas taxas europeias.

Pequim denuncia critérios desajustados

A resposta de Pequim foca-se também nos detalhes técnicos já implementados. O Ministério do Comércio chinês afirmou que os valores de intensidade de emissão de carbono aplicados por defeito aos produtos chineses são "significativamente mais altos" do que os níveis médios reais de emissão do país. Além disso, criticou o facto de estes valores estarem programados para aumentar nos próximos três anos, ignorando a trajetória de redução de emissões da China.

As autoridades chinesas apontaram ainda uma contradição nas políticas europeias. Segundo o Ministério, existe um contraste preocupante entre as exigências externas rigorosas do CBAM e os recentes ajustes internos da UE, nomeadamente o facto de que a UE recua nos planos relativos à eliminação total dos motores de combustão em 2035. Para a China, esta dualidade levanta questões sobre a consistência na aplicação de políticas climáticas e comerciais.

Apesar das críticas, a China declarou manter-se aberta à cooperação com a UE no combate às alterações climáticas, mas avisou que tomará medidas para salvaguardar os interesses das suas empresas nacionais e garantir a estabilidade das cadeias de fornecimento globais contra o que considera serem medidas comerciais injustas.



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