
A fabricante chinesa de automóveis elétricos está a explorar diferentes vias para entrar no desporto automóvel de alta competição, com a Fórmula 1 e o Campeonato do Mundo de Resistência em cima da mesa. Segundo as informações reveladas num relatório da Bloomberg publicado esta terça-feira, o objetivo central passa por aumentar a visibilidade e o apelo da marca a nível mundial.
A BYD encontra-se a avaliar várias hipóteses, impulsionada pelo seu rápido crescimento nos mercados internacionais e pela transição contínua do desporto automóvel para os motores híbridos. As alternativas em análise vão desde a participação nas mítica prova das 24 Horas de Le Mans até à Fórmula 1, seja através da construção de uma equipa de raiz ou da aquisição de uma estrutura já existente.
Os desafios de entrar na prova rainha do automobilismo
Qualquer movimento neste sentido seria uma tentativa rara e direta de uma fabricante chinesa enfrentar um desporto que é tradicionalmente dominado por equipas europeias e norte-americanas. No entanto, os potenciais custos de entrada na F1 podem representar um obstáculo bastante pesado. Desenvolver um carro e manter uma equipa na grelha exige anos de negociações e pode custar perto de 500 milhões de dólares (cerca de 455 milhões de euros) por temporada.
Além da barreira financeira, as equipas atuais costumam apresentar uma forte resistência à entrada de novos concorrentes, uma vez que a expansão da grelha dilui o valor dos prémios monetários e afeta as avaliações das próprias equipas. A compra de uma equipa existente apresenta-se como uma abordagem mais viável, embora as vendas totais de equipas na competição sejam eventos raros.
Novas regras e recordes na pista
Apesar dos obstáculos, o presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, já se mostrou recetivo à ideia. Numa entrevista ao jornal Le Figaro no ano passado, o responsável afirmou que a entrada de um fabricante chinês seria o passo lógico para a competição, na sequência da chegada da Cadillac. Para a fabricante asiática, uma parceria na F1 aumentaria de forma substancial o seu reconhecimento nos Estados Unidos, mesmo num cenário atual em que a empresa não vende automóveis no país devido às elevadas tarifas e restrições de mercado impostas.
O panorama regulamentar também joga a favor da marca, uma vez que a Fórmula 1 implementou novas regras de potência híbrida para 2026, as quais incluem o aumento da capacidade da bateria. Este é um campo onde a empresa domina, sendo a maior fabricante mundial de veículos de nova energia.
A ambição da fabricante já se estende ao mercado de ultra-luxo e do alto desempenho. Prova disso é o seu hipercarro Yangwang U9 Xtreme, que em setembro de 2025 alcançou um tempo canhão de 6 minutos e 59,157 segundos no exigente circuito alemão de Nürburgring, tornando-se o primeiro veículo de produção puramente elétrico a quebrar a barreira dos 7 minutos nesta pista mítica.












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