
As empresas ligadas à inteligência artificial continuam a acumular tempo nos tribunais para debater casos de direitos de autor. A mais recente entidade a avançar com uma queixa judicial é a Gracenote, especialista em metadados que pertence à Nielsen.
De acordo com os detalhes partilhados pela Axios, a empresa decidiu processar a OpenAI pela utilização não remunerada e não autorizada dos seus dados, bem como da própria infraestrutura utilizada para ligar e organizar essa mesma informação.
Muito mais do que uma questão de conteúdo
A Gracenote é amplamente reconhecida por fornecer metadados detalhados para a área do entretenimento. O seu trabalho envolve a criação de descrições e identificadores de conteúdo, ferramentas essenciais que os fornecedores de serviços de televisão utilizam para ajudar os consumidores a descobrir novos filmes e programas.
Enquanto a larga maioria das ações judiciais contra negócios de IA se concentra apenas nos textos e obras usados para treinar os grandes modelos de linguagem, este caso apresenta uma camada extra de complexidade. A acusação foca-se na alegada infração da estrutura e da sequência dos conjuntos de dados, indo muito além da simples cópia da informação em si.
Tentativas de acordo ignoradas
No documento oficial da queixa, a empresa sublinha que a acusada poderia ter pago uma licença para aceder aos dados de forma legítima, ou ter optado por treinar os seus modelos exclusivamente com recursos do domínio público. Em vez disso, a ação alega que a informação foi copiada indevidamente para construir produtos comerciais de IA altamente valiosos, sem que fosse pago qualquer valor.
A Gracenote refere também que as suas abordagens anteriores para tentar estabelecer um licenciamento com a criadora do ChatGPT foram rejeitadas ou simplesmente ignoradas. Em contraste com esta situação, a empresa de metadados tem vindo a fechar contratos recentes com outras gigantes da tecnologia para apoiar os seus projetos de inteligência artificial, contando com parcerias ativas com a Samsung e a Google.












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