
A Amazon obteve uma vitória temporária na sua batalha legal contra a Perplexity devido à utilização de bots de compras baseados em inteligência artificial. De acordo com a informação avançada pela Bloomberg, um tribunal federal de São Francisco determinou que a empresa de inteligência artificial deve suspender imediatamente a utilização do agente associado ao seu navegador Comet para efetuar compras no mercado da retalhista.
A decisão judicial estabelece que a Perplexity tem o prazo de uma semana para recorrer da sentença. Caso não o faça, a empresa será obrigada a cessar qualquer acesso a áreas protegidas por palavra-passe nos sistemas da Amazon e a destruir todas as cópias de dados que tenha recolhido, enquanto ambas as partes continuam a debater os seus argumentos em tribunal.
O impacto do acesso não autorizado
Maxine Chesney, a juíza distrital responsável por aplicar esta ordem temporária, fundamentou a decisão referindo que existem provas sólidas de que o navegador Comet acede a contas protegidas dos utilizadores. Embora a ferramenta efetue este acesso com a permissão do próprio cliente, fá-lo sem qualquer tipo de autorização por parte da gigante do comércio eletrónico.
Na ótica da retalhista, esta medida é fundamental para proteger a comunidade. Um porta-voz da plataforma referiu que a providência cautelar vai impedir o acesso indevido à loja e representa um passo essencial para manter a confiança na experiência de compra dos clientes.
Um conflito que vem de trás
Este conflito legal teve o seu início oficial em novembro, altura em que a plataforma de vendas enviou uma carta de cessação e abstenção à criadora do agente inteligente. O argumento principal baseia-se no facto de a realização de compras através do Comet representar uma clara violação dos seus termos de serviço, contornando as proteções estabelecidas pela marca.
Em resposta a esta recente decisão do tribunal de São Francisco, um representante da criadora do Comet garantiu que não pretendem baixar os braços e que irão continuar a lutar pelo direito de os internautas poderem escolher livremente qual a tecnologia que desejam utilizar no seu dia a dia.












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