
O aguardado lançamento do sistema operativo está cada vez mais próximo. Conforme detalhado pela Fedora Magazine, a primeira versão de testes do Fedora 44 já se encontra disponível para transferência, trazendo consigo novos ambientes de trabalho e alterações úteis no processo de instalação. A versão final tem a sua chegada agendada para 14 de abril de 2026, uma data que coincide com o lançamento da futura versão de longo suporte do Ubuntu.
Novos ambientes gráficos e kernel atualizado
Esta versão de testes inclui a maioria das funcionalidades planeadas para o lançamento final, destacando-se a utilização do Linux 6.19. O novo núcleo adiciona a habitual combinação de melhorias de desempenho e uma maior compatibilidade com hardware recente. As edições principais do sistema foram também atualizadas, sendo que a versão padrão adota o GNOME 50, que agora oferece melhor suporte para monitores de alta resolução e taxas de atualização variáveis, marcando ainda o fim do suporte para o antigo protocolo X11.
Por sua vez, as edições focadas no KDE passam a integrar o KDE Plasma 6.6. Esta é uma atualização de grande envergadura que introduz temas globais personalizados, reconhecimento de texto na ferramenta de capturas de ecrã Spectacle, um teclado virtual renovado e ajuste automático de brilho para equipamentos com sensores de luz ambiente. Permite também a leitura de códigos QR para facilitar a ligação a redes sem fios. A edição Budgie não foi esquecida, transitando para a versão 10.10, que abraça finalmente o protocolo Wayland.
Melhorias na instalação e suporte para ARM
As novidades estendem-se à própria forma como o sistema é instalado e configurado. O Fedora 44 apresenta melhorias no ambiente de arranque em modo live durante a instalação, e os portáteis baseados em arquitetura ARM que corriam originalmente o sistema Windows funcionam agora de forma direta, graças à seleção automática de ficheiros DTB. Foi também removida a criação de perfis de dispositivos de rede padrão durante a fase de instalação, uma alteração pensada para facilitar a reconfiguração da rede numa fase posterior pelo utilizador.
No caso específico das edições KDE, o sistema transita para a utilização do Plasma Setup após a instalação, abandonando o gestor de sessão SDDM em favor do KDE Plasma Login Manager. Na prática, isto traduz-se em menos perguntas durante o processo inicial de configuração, permitindo que o utilizador termine de afinar as suas preferências apenas quando o computador reiniciar já com o sistema operativo instalado. As versões de testes para Workstation, KDE Plasma Desktop, Server, IoT e Cloud já podem ser descarregadas, embora a instalação num computador principal não seja aconselhada nesta fase de desenvolvimento, sendo preferível o uso de uma máquina virtual.












Nenhum comentário
Seja o primeiro!