
A NVIDIA é conhecida por não desperdiçar silício. De acordo com uma fuga de informação partilhada por Kopite7kimi no X, a futura placa gráfica de entrada da marca vai aproveitar componentes que não passaram nos testes para modelos superiores. As informações indicam que a RTX 5050 de 9 GB poderá nascer a partir de chips GB206 defeituosos da RTX 5060, uma tática clássica da indústria para manter a linha de produção rentável.
O reaproveitamento do chip GB206
O leaker assegura que o modelo está identificado internamente como PG152-SKU40 e utilizará a GPU GB206-150-Kx-A1, em contraste com a versão 250 encontrada na RTX 5060. Este detalhe é bastante interessante, uma vez que a RTX 5050 tinha sido previamente associada a um silício inferior da arquitetura Blackwell, nomeadamente o GB207. Tudo sugere que a empresa poderá estar a usar um processador fisicamente maior, mas com cortes nas especificações, para dar vida a este modelo.
Na prática, a placa contará com 2.560 Shaders, um valor que se alinha com as expectativas para este segmento. Para que isto aconteça, 10 unidades de processamento do chip original terão sido desativadas, resultando num total de 20 agrupamentos funcionais, à semelhança da sua irmã de 8 GB.
Esta manobra técnica, muitas vezes chamada de binning, permite rentabilizar as bolachas de silício ao reduzir o desperdício de unidades que não atingem a estabilidade máxima. Isto aumenta a margem de lucro da empresa, embora não signifique necessariamente que o produto chegue mais barato às mãos do consumidor final.
Memória inusual aponta para o futuro da marca
Um dos pontos que mais capta a atenção nesta fuga de informação é a configuração da memória. A gráfica deverá contar com 9 GB de memória GDDR7 ligada através de um barramento de 96 bits. Esta é uma combinação bastante rara no mercado e marca uma estreia absoluta na história da marca, curiosamente numa era fortemente impulsionada pela inteligência artificial.
Habitualmente, um barramento de 96 bits acompanha configurações de 6 GB ou 12 GB. No entanto, a introdução da tecnologia GDDR7 com os novos módulos de 3 GB abre as portas a capacidades intermédias exatas como estes 9 GB. Em termos de consumo energético, fala-se num TDP de 130W, um valor considerado elevado para a gama de entrada, mas que acaba por reforçar a teoria da utilização de um processador recortado em vez de um design focado na eficiência básica.
Se estes dados se confirmarem, o equipamento não será apenas o bilhete de entrada para a nova arquitetura. Será também uma demonstração clara de como a produção está a ser otimizada e um indicador de que a geração Vera Rubin e as placas RTX 60 poderão focar-se em entregar quantidades superiores de VRAM em todas as gamas, respondendo finalmente aos pedidos de quem joga no computador.












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