
A fatura na hora de atestar o depósito continua a ser uma dor de cabeça para os condutores portugueses. O preço final pago nas bombas resulta de uma complexa soma que envolve o custo base do petróleo, taxas, impostos, transportes e o próprio armazenamento. De acordo com a SIC Notícias, o cenário não traz boas notícias para as carteiras, uma vez que o preço do barril de brent não deverá apresentar qualquer descida esta semana.
A escalada do barril e o impacto direto nas bombas
Num espaço de apenas uma semana, a cotação do brent registou uma subida acentuada na ordem dos 10%, fixando-se atualmente em torno dos 90 dólares por barril. Se o valor a aplicar nos postos de abastecimento tivesse em conta apenas a cotação de fecho de ontem, os consumidores enfrentariam um aumento a rondar os oito cêntimos por litro, aplicando-se este agravamento de forma igual tanto no gasóleo como na gasolina.
O mecanismo de travão e a receita extra do Estado
Perante esta subida, o Governo assegura que vai continuar a aplicar um mecanismo de travão sempre que tal se justifique. Na prática, quando se regista um aumento de 10 cêntimos, é aplicado um desconto que corresponde exatamente ao valor do IVA que o Estado arrecada por esse mesmo aumento. Existe também o compromisso de que, se a tendência de subida se mantiver nas próximas semanas, os descontos serão reforçados de forma cumulativa.
Apesar destas medidas de mitigação destinadas a aliviar o bolso dos portugueses, a fatura global dos combustíveis continua a gerar dividendos aos cofres públicos. Contas feitas pelo Expresso, reveladas na mesma reportagem, indicam que o Estado poderá mesmo chegar a arrecadar uma receita adicional de IVA na ordem dos dois milhões de euros por mês, impulsionada exclusivamente por este aumento dos preços.












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