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A comunidade Fedora tem motivos para estar entusiasmada. A versão beta do Fedora 43 foi oficialmente lançada, oferecendo um vislumbre das novidades e melhorias que farão parte do lançamento final desta popular distribuição Linux. Com um foco claro na modernização da experiência de utilização e no reforço de ferramentas para programadores, esta nova versão promete continuar a tradição de inovação do projeto.

De acordo com o calendário oficial de lançamentos, a versão estável está prevista para chegar a 11 de novembro, mas os mais curiosos já podem descarregar e testar a beta.

Uma experiência de instalação modernizada e consistente

Uma das alterações mais visíveis para quem instala o sistema operativo pela primeira vez é a adoção, por defeito, da interface Anaconda WebUI para as diferentes "Spins" do Fedora. Esta mudança visa criar uma experiência de instalação mais moderna e consistente entre as várias variantes do sistema, que oferecem diferentes ambientes de trabalho.

Por baixo do capô, o instalador Anaconda passa a utilizar o DNF5, um passo importante que melhora o suporte e a depuração de aplicações, ao mesmo tempo que prepara o caminho para o abandono do DNF4. Para além disso, o processo de construção do Fedora CoreOS foi simplificado, abandonando uma ferramenta personalizada em favor de um Containerfile padrão, o que permite que qualquer pessoa com o Podman instalado possa agora construir o sistema.

Novidades a pensar nos programadores

Os programadores são um dos grandes focos desta nova versão, com atualizações significativas em várias linguagens de programação. O Python, uma das linguagens mais populares do mundo, é atualizado para a versão 3.14, permitindo que bugs críticos sejam identificados e reportados antes do lançamento final.

O Golang também foi atualizado para a versão 1.25, trazendo novas funcionalidades como a deteção de fugas de memória (leak detection). Outra inclusão de relevo é a linguagem de programação Idris 2, que introduz funcionalidades como a Teoria dos Tipos Quantitativos (QTT) para uma programação concorrente mais segura.

As ferramentas de compilação também não foram esquecidas, com a atualização do GNU Toolchain para se manter a par das mais recentes funcionalidades e correções de segurança.

Melhorias no sistema e “arrumar a casa”

Os utilizadores do Fedora Kinoite, uma versão imutável do sistema com o ambiente de trabalho KDE, passarão a ter as atualizações automáticas ativadas por defeito, garantindo que os sistemas estão sempre a par das últimas correções e novidades, à semelhança do que já acontece com o Fedora Silverblue.

Pequenos detalhes que melhoram a experiência de utilização também foram incluídos, como uma nova fonte monoespaçada padrão, que visa garantir uma seleção de fontes consistente e previsível, evitando as mudanças abruptas que ocorriam em versões anteriores.

A pensar na saúde a longo prazo do projeto, a equipa do Fedora anunciou também a remoção de alguns pacotes. O subpacote binutils-gold será descontinuado para simplificar a experiência dos programadores. O python-nose, um executor de testes que já não é mantido, será removido para incentivar a migração para frameworks suportadas. Versões mais antigas e não mantidas das ligações gtk-rs também serão retiradas, evitando que o Fedora distribua software obsoleto e potencialmente inseguro.

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