
Quem tentar aceder, neste início de 2026, ao site institucional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) depara-se com uma mensagem genérica de manutenção e um pedido de desculpa. No entanto, o que aparenta ser uma paragem técnica de rotina é, na verdade, uma medida de defesa cibernética que já dura há cerca de 15 dias.
A plataforma online, que inclui o sistema público de consulta de ocorrências, foi suspensa temporariamente devido a falhas de segurança que não foram totalmente resolvidas com as atualizações habituais.
Atualizações de segurança não resolveram o problema
A origem do problema remonta ao início de dezembro, quando foram detetadas novas vulnerabilidades críticas em várias tecnologias de gestão de conteúdos e plataformas web utilizadas pela administração pública. Em resposta, a Rede Nacional de Segurança Interna (RNSI), entidade responsável pelo alojamento e suporte tecnológico das forças de segurança e emergência do Ministério da Administração Interna, avançou com procedimentos de mitigação.

Durante a semana de 15 de dezembro, foram aplicados os mecanismos de correção e atualizações de segurança recomendados. Contudo, no caso específico do portal da ANEPC, estas medidas revelaram-se insuficientes.
A autoridade explicou que a aplicação dos referidos "updates" não eliminou integralmente as vulnerabilidades identificadas. Perante este cenário, e por razões estritamente preventivas, optou-se por retirar o site da internet para evitar qualquer exposição a potenciais ataques informáticos ou intrusões maliciosas que pudessem comprometer a integridade da infraestrutura.
Operacionalidade garantida e data de regresso
Apesar da indisponibilidade pública, a Proteção Civil assegura que esta medida é apenas externa. O "apagão" do site não afeta a capacidade operacional da ANEPC. O SADO (Sistema de Apoio à Decisão Operacional) e os restantes sistemas críticos continuam plenamente funcionais e acessíveis a todas as entidades do Estado através dos circuitos privados e seguros da RNSI.
A autoridade garante que não existe qualquer impacto na coordenação do socorro ou na capacidade de resposta a emergências. Quanto ao regresso à normalidade digital, a ANEPC aponta para a segunda semana de janeiro de 2026, altura em que se prevê a conclusão integral dos trabalhos técnicos de reforço de segurança necessários para recolocar o portal online.