
A Bitcoin ultrapassou a marca dos 91.000 dólares (cerca de 87.500 euros) este domingo, com os investidores a prolongarem a recuperação do mercado no início de 2026. A subida das principais criptomoedas ocorre num cenário de intensa agitação geopolítica relacionado com a Venezuela e com as recentes movimentações dos Estados Unidos.
Recuperação no mercado de criptoativos
A maior criptomoeda do mundo, a Bitcoin, foi negociada em torno dos 91.300 dólares durante a manhã na Ásia, registando uma subida diária de cerca de 1,4% e acumulando ganhos superiores a 4% na última semana. Este movimento positivo estendeu-se a outros ativos digitais, com a Ether a subir para perto dos 3.150 dólares e a Solana a ganhar cerca de 1,6%. A XRP e a Cardano também registaram valorizações, com esta última a subir modestamente no dia e cerca de 8% na semana.
Este impulso surge na sequência de uma limpeza significativa nas posições de mercado, onde os dados indicam que cerca de 180 milhões de dólares em posições de futuros foram liquidados nas últimas 24 horas. A maioria destas liquidações, cerca de 133 milhões, proveio de posições curtas (shorts), o que sugere que muitos investidores foram apanhados desprevenidos pela subida, sendo forçados a recomprar ativos e impulsionando ainda mais os preços.
Fatores geopolíticos na Venezuela e a influência dos EUA
A volatilidade do mercado foi também alimentada pelas manchetes vindas da Venezuela. O Presidente Donald Trump afirmou que os EUA planeiam "gerir" a Venezuela, embora a Casa Branca tenha oferecido poucos detalhes sobre o que isso implicaria na prática.
A situação política no país sul-americano sofreu uma rápida evolução, com o Supremo Tribunal da Venezuela a conceder à Vice-presidente Delcy Rodríguez todos os poderes presidenciais numa capacidade interina, após o Presidente deposto, Nicolás Maduro, ter sido colocado sob custódia norte-americana. Trump sinalizou ainda um foco particular no petróleo venezuelano, sugerindo que uma presença física de tropas no terreno poderia não ser necessária se a nova liderança atuar conforme os interesses de Washington.
Embora os investidores de criptoativos tratem frequentemente estas notícias como catalisadores de volatilidade, o tom de risco global continua a ser um fator determinante, especialmente em períodos de menor liquidez onde a procura pode quebrar níveis técnicos importantes, segundo reporta a CoinDesk.