
A espera pelo regresso da Valve ao hardware de sala continua, especialmente após a confirmação de que o lançamento foi empurrado para o primeiro semestre de 2026 devido aos custos dos componentes. No entanto, o silêncio foi finalmente quebrado com a divulgação de novos detalhes técnicos que prometem agitar o mercado. A futura Steam Machine não quer apenas ser um PC num formato compacto, mas sim uma verdadeira alternativa às consolas, com metas de desempenho ambiciosas.
Apesar de o preço e a data exata de chegada às lojas ainda serem incógnitas, a Valve decidiu esclarecer uma das maiores dúvidas da comunidade: como é que este dispositivo se vai comportar com os jogos mais recentes? A resposta oficial sugere um compromisso entre potência bruta e tecnologias inteligentes de imagem.
Desempenho de topo com uma "ajudinha" do FSR
Numa recente atualização às perguntas frequentes (FAQ) sobre o dispositivo, a Valve definiu uma meta clara para a experiência de utilização: correr a maioria dos jogos do catálogo Steam a uma resolução de 4K e 60 fotogramas por segundo (fps). Contudo, a empresa é transparente ao admitir que este desempenho não será puramente nativo em todos os cenários.
Para atingir estes valores, o sistema dependerá fortemente de tecnologias de upscaling, nomeadamente o FSR (FidelityFX Super Resolution). A Valve reconhece que, em títulos graficamente mais exigentes, poderá ser necessário recorrer a níveis de reconstrução de imagem mais agressivos ou reduzir a taxa de fotogramas, tirando partido da tecnologia VRR (Variable Refresh Rate) para manter a fluidez, mesmo que a resolução base interna desça para os 1080p.
Esta abordagem vai ao encontro do que Yazan Aldehayyat, engenheiro da Valve, já tinha adiantado em novembro, sublinhando que o foco está na otimização para televisores de sala modernos. Para tal, a empresa está a trabalhar em melhorias ao nível dos drivers para otimizar o ray tracing e garantir o suporte total a HDMI VRR, assegurando que a experiência visual não sofre com soluços ou quebras de imagem.
A filosofia do PC: atualizações e design aberto
Um dos pontos que distingue a abordagem da Valve face às consolas tradicionais, como a PlayStation ou a Xbox, é a filosofia de abertura da plataforma. A empresa confirmou que a nova máquina não será uma "caixa negra" fechada. Os utilizadores terão a liberdade de realizar atualizações a componentes chave, especificamente ao armazenamento SSD e à memória RAM, prolongando assim a vida útil do equipamento.
Além do interior, a personalização estende-se ao exterior. Num movimento que agradará à comunidade de "modding" e aos entusiastas do DIY (Do It Yourself), a Valve planeia disponibilizar os ficheiros CAD e as especificações técnicas das carcaças exteriores (faceplates). Isto permitirá que qualquer pessoa, ou fabricante de acessórios, crie designs personalizados para a máquina, desde mudanças estéticas simples a adaptações funcionais.
Com estas confirmações, a Valve tenta equilibrar a balança entre a conveniência de uma consola e a liberdade de um PC, conforme reportado pela PC Gamer. Resta agora aguardar por 2026 para ver se a execução estará à altura das promessas.










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