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chip de computador com bandeira da china

O Ministério do Comércio da China deixou um sério aviso este sábado sobre o risco de uma nova crise global na cadeia de abastecimento de semicondutores. A declaração surge após a sede da Nexperia, localizada nos Países Baixos, ter desativado as contas de tecnologias de informação de todos os funcionários das suas operações chinesas desde a noite de 3 de março, de acordo com as informações avançadas pela Reuters. Pequim sublinha que esta ação gerou novos conflitos num braço de ferro corporativo já fraturado, alertando que os Países Baixos terão total responsabilidade caso a escassez de chips se espalhe a nível mundial.

O impacto no mercado e na produção automóvel

A Nexperia controla cerca de 40% do mercado global de transístores e díodos, o que significa que não é apenas uma fornecedora para o setor automóvel. Os semicondutores que fabrica estão presentes em praticamente todos os equipamentos eletrónicos de consumo, desde fontes de alimentação para computadores a motherboards e carregadores. Uma interrupção prolongada no fornecimento traria consequências que vão muito além das linhas de montagem de veículos.

Este cenário de tensão teve origem em outubro, quando as autoridades neerlandesas invocaram poderes de emergência para apreender a Nexperia da sua empresa-mãe chinesa, a Wingtech Technology. A justificação baseou-se em falhas de governação e riscos para a segurança económica europeia. Em retaliação, o Ministério do Comércio da China impôs controlos de exportação aos chips da Nexperia fabricados no país, o que na altura afetou gravemente a produção automóvel de marcas como a Honda, Nissan, Volkswagen e Bosch, até que conversações diplomáticas aliviaram parcialmente a situação.

Produção em risco e um futuro incerto

A divisão da Nexperia nos Países Baixos não negou a desativação das contas dos funcionários na China num comunicado recente, mas contestou as alegações de que a ação teria afetado a produção na instalação de montagem e testes na província de Guangdong. O governo chinês rejeitou esta versão, afirmando que a entidade europeia perturbou seriamente o funcionamento e a produção normal da empresa.

A escala de uma potencial rutura é difícil de quantificar com exatidão, uma vez que as estimativas da produção da Nexperia com origem na China variam bastante. Segundo analistas da indústria, os valores podem situar-se entre 50% a quase 75% do volume de produção global. John Bozzella, diretor executivo da Alliance for Automotive Innovation, já tinha alertado em outubro que qualquer retoma dos controlos de exportação iria perturbar a produção automóvel nos Estados Unidos e em vários outros países, com um forte efeito de contágio a outras indústrias.

Os analistas do setor referem ainda que encontrar e certificar um fornecedor alternativo de wafers para as instalações chinesas da Nexperia poderia demorar até seis meses. Uma audição sobre a questão do controlo da Wingtech esteve agendada para 14 de janeiro na Câmara de Empresas dos Países Baixos, mas ainda não é claro o desfecho desse encontro, não tendo sido anunciada publicamente qualquer resolução para a disputa de governação corporativa.

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