
O mercado global de tablets encerrou o ano de 2025 com motivos para celebrar, embora nem todos os grandes fabricantes tenham conseguido tirar partido desta recuperação. Os dados mais recentes indicam que as remessas mundiais cresceram de forma consistente, impulsionadas pela procura sazonal e pelos ajustes estratégicos de stock por parte das retalhistas.
Segundo os dados da Omdia, citados pelo SammyGuru, o volume global de entregas atingiu as 162 milhões de unidades em 2025, o que representa um aumento significativo de 9,8% em comparação com o ano anterior. Este é o melhor desempenho registado desde o pico de vendas durante a pandemia, um período atípico que levou muitos consumidores a adquirir dispositivos que, agora, começam a ser atualizados. Só no quarto trimestre, foram enviadas 44 milhões de unidades, confirmando a vitalidade do segmento na reta final do ano.
Samsung em contraciclo com novos lançamentos
Apesar deste cenário macroeconómico positivo, a Samsung protagonizou um movimento inesperado ao registar uma queda nas remessas durante o último trimestre de 2025. Este dado é particularmente preocupante para a gigante sul-coreana, uma vez que coincide com o período em que a marca renovou grande parte do seu portfólio.
A empresa apostou forte com o lançamento da linha Galaxy Tab S11, destinada ao segmento premium e aos utilizadores mais exigentes, bem como com os novos Galaxy Tab A11 e A11 Plus, focados no mercado de entrada e gama média. Contudo, a chegada destes novos produtos às prateleiras não foi suficiente para impulsionar o volume de vendas conforme esperado, sugerindo que a receção por parte dos consumidores ficou aquém das projeções da marca para o final do ano.

A supremacia do chip M5 e o crescimento da Lenovo
No lado oposto da barricada, a Apple manteve a sua posição dominante no mercado global. A empresa de Cupertino enviou 19,6 milhões de unidades no quarto trimestre, um sucesso impulsionado sobretudo pela popularidade do iPad de 11.ª geração e pelo poderoso iPad Pro equipado com o chip M5.
O relatório destaca ainda o desempenho da Lenovo, que conseguiu um crescimento impressionante de 36%, consolidando o terceiro lugar na tabela. A Huawei e a Xiaomi completam o grupo dos cinco maiores fabricantes. Estes números indicam que, embora o mercado esteja a crescer, a competição está mais feroz do que nunca. Para 2026, antevê-se um cenário desafiante, especialmente para os fabricantes do ecossistema Android, que terão de redobrar a inovação para conseguir roubar quota de mercado ao ecossistema da Apple.












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