
Esta segunda-feira, 16 de março, trouxe um agravamento drástico para a carteira dos condutores portugueses. De acordo com os dados apresentados pelo Mais Gasolina, os preços sofreram um aumento acentuado de oito cêntimos por litro no gasóleo simples e de sete cêntimos na gasolina 95 simples. Desde o início do conflito no Irão, no último dia de fevereiro, a escalada de valores reflete-se numa subida acumulada de 28 cêntimos no gasóleo e de 14,4 cêntimos na gasolina. O impacto é tão notório que o gasóleo não só se encontra mais caro do que a alternativa equivalente, como ultrapassou a barreira psicológica dos dois euros por litro nas principais bombas do país, com a gasolina a aproximar-se rapidamente do mesmo patamar.
As opções mais económicas para atestar o depósito
Apesar do cenário de subida generalizada, ainda existem algumas diferenças consideráveis entre as diversas redes de abastecimento a operar em território nacional. Os valores médios indicativos atuais revelam as cinco gasolineiras onde a fatura pesa menos no momento de encher o depósito.
O Intermarché lidera a lista das opções mais em conta, com o gasóleo simples a registar um valor médio de 1,780 euros por litro e a gasolina 95 simples a fixar-se nos 1,713 euros por litro. Segue-se a Q8, a cobrar 1,789 euros pelo gasóleo e 1,718 euros pela gasolina. A Auchan fecha o pódio das alternativas mais acessíveis, praticando valores de 1,787 euros para o gasóleo e 1,722 euros para a gasolina. A lista fica completa com o E.Leclerc, que regista médias de 1,805 euros no gasóleo e 1,732 euros na gasolina, e com o Pingo Doce, a apresentar 1,809 euros e 1,737 euros por litro, respetivamente. É importante notar que estes preços são suscetíveis a variações consoante o posto específico de cada marca, mas já refletem as reduções fiscais em vigor.
Intervenção estatal e alívio fiscal
Para tentar mitigar o impacto desta subida abrupta nas bombas, o Governo decidiu reforçar o desconto extraordinário que incide sobre o Imposto sobre Produtos Petrolíferos e Energéticos. Esta intervenção traduz-se numa redução fiscal total de 6,1 cêntimos por litro para o gasóleo simples e de 3,3 cêntimos por litro para a gasolina simples.
Este alívio temporário nos impostos junta-se às medidas que transitam desde 2022, implementadas inicialmente para atenuar o choque nos mercados provocado pela invasão da Ucrânia pela Rússia. O mecanismo de ajuste tem acompanhado a flutuação dos preços, embora o objetivo final, também motivado por pressões de Bruxelas, seja a eliminação gradual deste desconto. O ministro do Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, garantiu que a Comissão Europeia já foi notificada sobre a introdução desta nova medida extraordinária, sendo que a própria instituição europeia reconhece a necessidade de ações direcionadas e de curto prazo para enfrentar a atual crise de preços.












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