
Os condutores que se desloquem hoje aos postos de abastecimento vão deparar-se com um cenário pesado para a carteira. A partir desta segunda-feira, os preços dos combustíveis sofreram um agravamento significativo, com o gasóleo a ficar 12,3 cêntimos mais caro e a ultrapassar a fasquia dos dois euros por litro, enquanto a gasolina regista uma subida de 7,4 cêntimos face aos valores da última semana.
O peso do desconto governamental
As previsões avançadas pelo Governo para esta semana já incluem o mecanismo de mitigação do impacto no consumo. O Executivo aplica um desconto a rondar os três cêntimos sempre que o encarecimento dos combustíveis supera a marca dos 10 cêntimos semanais.
Num comunicado oficial, o Governo clarifica que o cenário seria bastante pior sem esta redução. Sem a intervenção, as informações do setor indicam que o gasóleo rodoviário teria sofrido um salto bruto de 15,5 cêntimos e a gasolina sem chumbo avançaria 9,1 cêntimos por litro. Assim, com as medidas em vigor, o valor médio do gasóleo fixou-se hoje nos 2,05 euros, com a gasolina a atingir os 1,931 euros.
O impacto do conflito no Médio Oriente
Esta escalada vertiginosa nos preços não surge por acaso. Nas últimas três semanas, impulsionada pelo início da guerra no Médio Oriente, temos assistido a subidas acentuadas e consecutivas a cada nova atualização semanal do mercado.
Para se ter uma noção da diferença galopante, no dia em que o conflito começou, o preço médio do gasóleo encontrava-se nos 1,59 euros. No caso da gasolina, a referência do dia 28 de fevereiro marcava os 1,68 euros, o que evidencia um fosso profundo para a realidade que os condutores em Portugal enfrentam atualmente ao encher o depósito.












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