
A Guarda Nacional Republicana (GNR) emitiu um aviso sério sobre a evolução dos furtos de combustível em solo nacional, revelando que os criminosos estão a adaptar as suas táticas à realidade económica atual. Apesar de uma ligeira descida no número total de ocorrências, os alvos e os horários escolhidos para estes crimes estão a sofrer alterações significativas que exigem atenção redobrada por parte dos proprietários e empresas.
Foco muda das bombas para os depósitos particulares
De acordo com o balanço das autoridades, o ano de 2025 fechou com 1.700 casos registados, o que representa uma redução marginal de 2,5% face aos 1.744 episódios contabilizados em 2024. No entanto, esta aparente estabilidade esconde uma mudança clara de estratégia: enquanto os furtos em postos de abastecimento caíram 10%, os assaltos diretos a veículos particulares dispararam 16%.
Esta tendência sugere que a tecnologia de vigilância mais apertada nas estações de serviço está a afastar os infratores, que agora dão preferência a depósitos de viaturas ou maquinaria industrial, onde a segurança é muitas vezes negligenciada. No mapa nacional, distritos como Guarda e Bragança contrariam a média do país, apresentando subidas acentuadas neste tipo de criminalidade.
O perigo espreita à luz do dia
Ao contrário do que dita o senso comum, o período mais crítico para estes furtos não é a madrugada, mas sim a tarde. Entre as 13h e as 18h foram registados 676 casos, o que demonstra que os autores destes crimes aproveitam a movimentação diurna para passar despercebidos enquanto retiram o combustível.
Para evitar surpresas desagradáveis, a GNR recomenda vivamente o reforço da segurança, nomeadamente através da instalação de um sistema de proteção física ou eletrónica nos depósitos. Estacionar em locais bem iluminados, utilizar videovigilância e evitar deixar máquinas agrícolas ou industriais em zonas isoladas são passos essenciais para reduzir o risco. A autoridade sublinha ainda que a colaboração dos cidadãos, através de denúncias rápidas de situações suspeitas, continua a ser a melhor forma de travar este tecnologia de crime itinerante.












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