
Os condutores portugueses enfrentam uma nova semana de aumentos expressivos nos postos de abastecimento, impulsionados pela contínua tensão no Médio Oriente. Segundo os dados mais recentes partilhados pela Direção-Geral de Energia e Geologia, o valor médio do gasóleo disparou e voltou a ultrapassar a fasquia psicológica dos dois euros por litro, marcando o fim de uma breve quinzena de descidas no mercado nacional.
O impacto nos principais postos de abastecimento
A partir desta segunda-feira, atestar o depósito tornou-se consideravelmente mais caro para a esmagadora maioria dos automobilistas. O gasóleo simples registou um encarecimento médio de 6,3 cêntimos, fixando-se nos 2,017 euros por litro. A gasolina simples 95 não escapou a esta tendência ascendente, sofrendo um agravamento de 5,3 cêntimos que a coloca nos 1,98 euros por litro. O único alívio para os consumidores surge no GPL, que contrariou o panorama geral com uma acentuada descida de oito cêntimos.
Ao observar as principais marcas a operar no país, o cenário é ainda mais pesado para quem conduz. Na BP, o gasóleo atinge os 2,189 euros e a gasolina os 2,119 euros. A Galp apresenta valores de 2,154 euros para o gasóleo e 2,091 euros para a gasolina. Já a Repsol colocou o gasóleo a 2,152 euros e a gasolina a uns expressivos 2,987 euros por litro. Esta é a primeira vez desde os conturbados meses de meados de 2022 que o combustível a gasóleo rompe de forma tão evidente a marca dos dois euros.
Ajustes nos impostos e a crise global de energia
Perante esta escalada abrupta de custos, o Governo implementou novas alterações no desconto extraordinário do Imposto sobre Produtos Petrolíferos e Energéticos. Através de uma portaria recente, o alívio fiscal no gasóleo passou de seis para 7,54 cêntimos por litro, enquanto na gasolina a redução subiu de 4,58 para 5,19 cêntimos. Este mecanismo pretende atenuar as flutuações severas sentidas de forma crónica na economia desde a invasão da Ucrânia pela Rússia.
A raiz primária desta súbita inversão de preços encontra-se no encerramento do Estreito de Ormuz, uma artéria vital no Golfo Pérsico por onde circula um quinto de todo o crude mundial. Este bloqueio logístico, resultante dos confrontos que se arrastam há mais de mês e meio em solo iraniano, fez o barril de Brent saltar de forma vertiginosa dos 72 para os 110 dólares, afetando de imediato todas as cotações no continente europeu.












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