
Um novo relatório detalhado pela ANACOM sobre o panorama das comunicações eletrónicas em 2025 revela que os consumidores portugueses estão mais conectados do que nunca. Os dados mostram um perfil de utilizador que prefere centralizar serviços fixos e móveis num único contrato, embora ainda persistam desafios significativos relacionados com a literacia digital e barreiras económicas em certas faixas da população.
O domínio dos pacotes de serviços e da televisão
Portugal consolidou a sua posição como o país dos pacotes, apresentando a taxa de penetração mais elevada de toda a União Europeia. Segundo o balanço de 2025, cerca de 87,1% das famílias portuguesas optaram por ofertas agregadas, o que representa uma subida de 0,5% face ao ano anterior. Dentro destes pacotes, a televisão por subscrição é o componente estrela, estando presente em 94,9% dos lares que aderem a estas modalidades.
A integração de serviços móveis nestas ofertas conjuntas também continua a crescer, sendo já uma realidade para 79,4% das famílias. No que toca aos serviços fixos isolados, a televisão lidera com 89,4%, seguida de perto pela internet fixa com 85,3%. Curiosamente, embora o telefone fixo ainda marque presença em 75% das casas, mais de 60% dos utilizadores admitem que já não utilizam o serviço, preferindo o telemóvel para as suas comunicações diárias.
Acesso à internet e barreiras digitais
O acesso à rede, seja através de ligações fixas ou de banda larga móvel, já abrange 91,1% das famílias em Portugal. Este valor demonstra um crescimento sustentado nos últimos anos, com um salto de 3,8% desde 2021. No entanto, o relatório aponta que 9,6% da população portuguesa confessa nunca ter utilizado a internet, um número que expõe a exclusão digital ainda existente.
As principais razões apontadas por quem não utiliza a internet focam-se na falta de literacia digital (41,4%), seguida da perceção de falta de utilidade. Fatores económicos, como o preço elevado dos serviços e o custo dos equipamentos, também pesam na decisão de cerca de 22% dos info-excluídos. Geograficamente, as regiões de Lisboa, Setúbal, Açores e Madeira são as que apresentam maior concentração de acessos e serviços tecnológicos avançados.
No setor empresarial, o cenário é de quase total conectividade. Cerca de 98,8% das empresas com mais de 10 colaboradores têm acesso à internet, colocando Portugal acima da média europeia em vários setores, com especial incidência na área dos transportes.












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