
A Universidade La Sapienza, em Roma, uma das maiores instituições de ensino da Europa, está a braços com um grave incidente de segurança que paralisou os seus sistemas digitais. Cerca de 120 mil alunos estão sem acesso aos serviços online há três dias, numa paragem forçada que a instituição justifica como uma medida de precaução para evitar danos maiores.
Ransomware e a ameaça do grupo Femwar02
Embora a universidade ainda não tenha confirmado oficialmente a natureza da intrusão, as suspeitas recaem sobre um esquema de ransomware. Relatos recentes indicam que os piratas informáticos enviaram um link com um pedido de resgate e um temporizador de 72 horas para a resposta. Por trás desta investida estará o grupo Femwar02, uma célula até agora desconhecida no panorama do cibercrime, que terá utilizado o malware BabLock (também conhecido por Rorschach) para comprometer a rede.
Este tipo de ameaça tem colocado em risco diversos serviços críticos a nível global, resultando muitas vezes no roubo ou bloqueio de dados sensíveis das organizações afetadas. A agência nacional de cibersegurança de Itália (ACN) já está no terreno a investigar o incidente para determinar a extensão da intrusão.
Exames mantêm-se mas com processos manuais
Apesar do caos digital, a La Sapienza garantiu que o calendário de exames não será alterado para não prejudicar os estudantes. No entanto, quem precisar de se inscrever nas provas deve agora fazê-lo à moda antiga, contactando diretamente os professores. Para ajudar a mitigar a falha de comunicação interna, a escola instalou pontos de informação físicos em vários locais do campus.
A confirmação oficial da interrupção dos sistemas e os primeiros detalhes da investigação foram partilhados pela universidade através do seu perfil no Instagram. Segundo a instituição, os canais de email e os postos de trabalho continuam parcialmente limitados, mas o trabalho de recuperação está a ser efetuado com base em cópias de segurança que não foram atingidas pelo ataque. Enquanto os serviços não regressam à normalidade, a universidade mantém-se em alerta máximo para garantir a integridade dos ficheiros sobreviventes.