
O horizonte da tecnologia gráfica para os jogadores de PC acaba de ficar consideravelmente mais sombrio. Informações recentes indicam que a gigante verde decidiu alterar radicalmente o seu roteiro de lançamentos, cancelando a chegada de qualquer nova placa gráfica para o segmento de gaming durante este ano, o que inclui a muito aguardada linha GeForce RTX 5000 SUPER.
O silêncio da marca em eventos cruciais, como a recente CES, já levantava suspeitas, mas os novos relatórios confirmam que as mudanças nos bastidores são profundas. A raiz do problema parece estar numa escassez global de memória DRAM, uma limitação técnica que está a comprometer severamente a capacidade de planeamento da fabricante e a afetar diretamente os parceiros responsáveis pelos modelos personalizados.
Crise de memória obriga a cortes na produção
A situação descrita é de uma travagem a fundo nas ambições da empresa para o mercado de consumo. Segundo os dados disponíveis, a série RTX 5000 SUPER, que inicialmente se pensava ter sido apenas adiada, foi agora completamente removida do calendário de lançamentos.
Mais preocupante para quem procura atualizar o seu computador é a indicação de uma redução na produção das atuais GeForce RTX 5000. Este movimento sinaliza que o segmento de jogos poderá ter uma prioridade significativamente menor nos próximos meses, resultando numa disponibilidade mais limitada de hardware nas lojas e na manutenção de preços elevados, uma tendência que deverá persistir enquanto a crise no fornecimento de memórias não for normalizada.
Rubin só em 2027 e a nova aposta na IA
O impacto desta reestruturação estende-se muito para lá da geração atual. A futura arquitetura, conhecida internamente pelo nome de código "Rubin" e que dará vida à família GeForce RTX 6000, encontra-se agora em risco de sofrer atrasos significativos, com a janela de lançamento a ser empurrada para o final de 2027. Este efeito dominó promete abalar toda a cadeia do mercado de PCs, deixando fabricantes e integradores numa posição delicada.
A estratégia da NVIDIA parece estar cada vez mais focada no setor da inteligência artificial, uma área onde as margens de lucro são atualmente muito superiores às do hardware de gaming tradicional. No curto prazo, a única novidade com algum apelo ao consumidor final deverão ser os processadores Arm da série N1 e N1X, concebidos especificamente para os chamados "AI PCs".
Segundo as informações avançadas pelo HWUpgrade, os jogadores terão de se preparar para um longo período de estagnação no que toca a novidades gráficas por parte da líder de mercado.