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Logo do WinRAR com imagem de tempo

 

O Windows 11 finalmente vai receber suporte a um formato de ficheiros que era bastante usado pela internet: o RAR.

 

A Microsoft já tinha confirmado faz alguns meses que o Windows 11 viria a suportar de forma nativa os ficheiros RAR, permitindo abrir os mesmos sem necessitar de programas externos para o processo. Isto será um avanço considerável, tendo em conta que deixa de ser necessário usar outros programas no sistema para a tarefa que pode ser feita de forma nativa.

 

Os ficheiros RAR possuem bastante popularidade, e são mais conhecidos por serem os ficheiros associados ao WinRAR. Apesar de apenas poderem ser criados com o WinRAR, o formato pode ser aberto e extraído por terceiros, tendo em conta a forma como está licenciado.

 

Com isto, a Microsoft espera que integrar o suporte a RAR venha a permitir novas formas de extrair os conteúdos. Mas ao mesmo tempo levanta-se a questão: como se compara a extração de conteúdos com o Explorador de Ficheiros do Windows vs o WinRAR e outros programas de terceiros bastante usados?

 

Para isso, o TugaTech elaborou um teste simples: a mais recente versão do Windows 11, com suporte a ficheiros RAR, onde comparamos o desempenho de extração dos conteúdos com dois programas populares: o WinRAR e o 7Zip.

 

O teste foi realizado sobre um sistema com um processador AMD Ryzen 5 3600, com 32 GB de memória DDR4 a 3200 e um disco NVMe Lexar. O ficheiro usado para o teste foi um arquivo de 30 GB comprimido em “médio” pelo WinRAR para RAR e 7Z, dois dos formatos que não eram suportados anteriormente no sistema sem programas de terceiros.

 

Os resultados são certamente reveladores:

 

Imagem do tempo de extração dos conteudos do ficheiro

 

 

De longe, este não é um teste científico, mas claramente demonstra o desempenho de cada um dos programas em cada formato de ficheiro.

Como se pode verificar no gráfico, o Explorador de Ficheiros, apesar de extrair os conteúdos, faz a tarefa consideravelmente mais lenta do que usando programas de terceiros. Isto pode ter ainda mais impacto para quem use ficheiros de elevadas dimensões de forma regular.

 

No caso do Explorador de Ficheiros do Windows 11, o ficheiro demorou 429 segundos a extrair em 7Z e 261 em RAR. Em comparação, o WinRAR extraiu em 83 segundos o 7Z e 60 segundos o RAR. Por fim, o 7Zip extraiu em 70 segundos o 7z e em 105 segundos o RAR.

 

Estes valores são certamente expressivos, e podem fazer repensar a forma como se usa programas de terceiros, mesmo com o suporte nativo. Apesar de, para o utilizador comum, o suporte a RAR ser algo bem vindo para o Windows, os utilizadores mais avançados poderão querer optar por alternativas que fazem a tarefa consideravelmente mais rápida.

 

Ao mesmo tempo, existe ainda a questão de quem usa programas de terceiros para este género de tarefas, possivelmente vai continuar a usar os mesmos. A maioria dos utilizadores encontram-se habituados a instalar automaticamente o WinRAR ou 7zip – ou outros – para esta tarefa, e possivelmente vão continuar a fazer mesmo.

 

Veja-se o seguinte: imagine as vezes que reinstala o seu sistema operativo, quais são os primeiros programas que instala. Possivelmente WinRAR ou 7Zip encontram-se nesta lista. A minoria que passaria ao suporte nativo do Windows será algo reduzida.

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