
A Netflix está a preparar uma aposta séria no formato de podcasts em vídeo. O gigante do streaming planeia lançar oficialmente o seu novo serviço em 2026, numa tentativa clara de expandir o seu império de entretenimento e competir diretamente com o YouTube. A informação foi avançada pelo The Hollywood Reporter, que detalha a estratégia ambiciosa da empresa.
O rival a abater é o YouTube
O objetivo da Netflix é claro: conquistar uma fatia do lucrativo mercado de podcasts em vídeo, atualmente dominado pelo YouTube. A plataforma da Google, recorde-se, ultrapassou a impressionante marca de mil milhões de visualizações mensais neste formato no início de 2025.
Para esta ofensiva, a Netflix não está a poupar esforços e já está em conversações com as principais agências de talentos de Hollywood, como a WME, UTA e CAA. O plano é criar uma biblioteca robusta de conteúdos originais com celebridades, criadores de conteúdo e comunicadores de renome.
Parceria com Spotify foi o balão de ensaio
Este movimento não surge do nada. A Netflix já tem vindo a testar as águas através de uma parceria estratégica com o Spotify. Este acordo permite à plataforma de streaming exibir no seu serviço alguns podcasts em vídeo populares, como o The Bill Simmons Podcast e o The Rewatchables.
Além disso, fontes da Bloomberg indicam que a Netflix está também a negociar com a iHeartMedia, uma das maiores produtoras de podcasts do mundo, responsável por fenómenos como Stuff You Should Know e The Breakfast Club. O objetivo será garantir a exclusividade destes títulos de peso.
A nova era da "TV Netflix"
Esta iniciativa solidifica a transformação da Netflix num serviço que vai muito além de "ver séries". A empresa quer criar uma experiência de entretenimento contínua, aproximando-se do modelo da TV convencional, mas com a interatividade do streaming. O espectador poderá saltar de um documentário para um jogo, ou para um talk show em formato podcast, tudo dentro do mesmo ecossistema.
Se os planos se concretizarem, 2026 poderá ser o início de uma nova era para a plataforma. Ao ritmo a que a empresa avança, talvez a pergunta já não seja se ela se vai tornar a nova TV, mas sim quando.










Nenhum comentário
Seja o primeiro!