
Os polos do Instituto Nacional de Medicina Legal situados no Porto, Coimbra e Lisboa acabam de dar um salto qualitativo nas suas investigações. Estes centros passam agora a utilizar sistemas de Tomografia Computorizada da GE HealthCare, equipamentos de última geração que integram capacidades avançadas de aprendizagem profunda para auxiliar os peritos forenses.
Esta tecnologia tem a capacidade de revelar detalhes que escapam ao olho humano, elevando a precisão das análises médico-legais. Segundo Rui Costa, Diretor-Geral da GE HealthCare no nosso país, a entrega destes três sistemas coloca ao serviço da justiça ferramentas de IA capazes de gerar imagens de qualidade excecional, o que garante uma maior objetividade em todo o processo legal e médico.
O papel da imagiologia avançada nas investigações
A Tomografia Computorizada, vulgarmente conhecida como exame de TAC, assume um papel de extrema importância no campo forense. No âmbito da justiça, permite detetar potenciais causas de morte mesmo na ausência de quaisquer sinais externos óbvios, avaliando detalhadamente os órgãos afetados e toda a anatomia em redor.
Para além de documentar lesões com um valor de prova inquestionável, esta solução pode complementar ou até substituir parcialmente o método tradicional de autópsia, mantendo a integridade do corpo. A precisão da máquina é tal que se torna possível localizar corpos estranhos com exatidão milimétrica, um fator muitas vezes decisivo para o esclarecimento de um caso.
Respostas modernas para casos complexos
A integração de processos de automação nestes novos equipamentos foi desenhada para dar resposta direta aos desafios diários dos peritos. A melhoria na qualidade de imagem traduz-se numa triagem mais eficaz de diferentes cenários, sendo especialmente útil na resolução de diagnósticos considerados de extrema dificuldade.
Na prática, o sistema consegue expor lesões ocultas que uma análise convencional poderia deixar passar. Ajuda a separar de forma mais clara as causas de morte naturais de eventos traumáticos e facilita a reconstrução da dinâmica dos incidentes. Em situações de decomposição avançada, onde a observação externa oferece poucas respostas, a leitura digital orienta os profissionais e reduz drasticamente a margem de erro. Para o dia a dia do Instituto Nacional de Medicina Legal, a novidade reflete-se em análises mais rápidas, seguras e com uma confiança diagnóstica muito superior.












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