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imagem criada por IA com olho humano em frente de interface

Vivemos numa era em que a linha que separa a realidade da ficção digital está cada vez mais ténue. Com o avanço galopante de ferramentas de geração de conteúdo, como o Sora da OpenAI ou o Midjourney, tornou-se trivial criar imagens e vídeos hiper-realistas que podem enganar até o olhar mais atento. No entanto, por muito sofisticados que estes modelos sejam, ainda deixam "rastos" digitais. Se queres evitar ser enganado por uma fake news visual ou apenas tens curiosidade técnica, existem sinais claros a procurar e ferramentas poderosas, como o Gemini da Google, prontas a ajudar.

Sinais visuais: O diabo está nos detalhes

A primeira linha de defesa é o teu próprio sentido crítico e observação. Embora a IA tenha evoluído drasticamente, a renderização de certos elementos continua a ser o calcanhar de Aquiles de muitos modelos.

Ao analisares uma imagem, foca-te nas extremidades e na lógica física. As mãos humanas continuam a ser um desafio: procura por dedos extra, falanges em posições impossíveis ou mãos que se fundem com objetos. O texto é outro indicador forte; muitas vezes, os geradores de imagem criam caracteres que parecem um alfabeto alienígena ou palavras sem sentido em letreiros de fundo. Observa também a textura da pele e do cabelo; se parecerem excessivamente lisos, com um brilho plástico ou "aerografado", desconfia.

No caso dos vídeos, a física é a tua melhor amiga. Presta atenção a movimentos que não parecem naturais, objetos que mudam de forma ou tamanho enquanto se movem, ou sombras que não correspondem à fonte de luz. O "morphing" estranho de elementos em segundo plano é um sinal clássico de geração sintética.

Usar o SynthID no Google Gemini para tirar a teima

Para além da análise visual, as grandes tecnológicas estão a desenvolver métodos técnicos para identificar estes conteúdos. A Google, consciente da responsabilidade das suas ferramentas, implementou o SynthID. Trata-se de uma tecnologia que insere uma marca de água digital imperceptível ao olho humano, mas detetável por algoritmos, diretamente nos píxeis das imagens e nos fotogramas dos vídeos gerados pelos seus modelos.

Recentemente, esta funcionalidade tornou-se mais acessível ao público geral. O Gemini já consegue analisar ficheiros para verificar a presença desta marca de água.

Para utilizares esta funcionalidade a teu favor:

  • Carrega o ficheiro: Podes fazer o upload da imagem ou vídeo suspeito diretamente na interface do Gemini.

  • Pergunta diretamente: Usa prompts como "Esta imagem foi criada por IA?" ou "Verifica se este vídeo contém a marca de água SynthID".

  • Interpreta o resultado: O sistema irá analisar os metadados e a estrutura do ficheiro à procura da assinatura digital do SynthID e informar-te-á se o conteúdo foi gerado pelas ferramentas da Google, como o Imagen ou o Veo.

É importante notar que, embora o SynthID seja robusto e resista a edições como filtros ou compressão, ele funciona especificamente para conteúdos gerados pelo ecossistema da Google. Ainda assim, é uma ferramenta essencial no arsenal de qualquer utilizador que preze a veracidade da informação na internet.




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