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Strava logo com dinheiro

O mês de dezembro é tradicionalmente marcado pela partilha de estatísticas anuais nas redes sociais. Se, no mundo da música, o Spotify domina com o seu "Wrapped", no universo do desporto, os atletas costumam virar-se para o Strava para mostrar os quilómetros percorridos. No entanto, este ano, a plataforma decidiu alterar as regras do jogo, colocando o seu popular resumo "Year In Sport" atrás de uma barreira de pagamento.

A funcionalidade, que oferece um compilado visual com mapas de calor, recordes pessoais e estatísticas de desempenho dos últimos 12 meses, era até agora acessível numa versão básica para todos os utilizadores. A partir de agora, apenas quem subscrever o plano Premium poderá aceder a estes dados nostálgicos.

Pagar para ver as conquistas

Esta alteração apanhou a comunidade de surpresa. Segundo as informações avançadas pelo Ars Technica, os utilizadores que tentam aceder ao resumo do seu ano desportivo deparam-se agora com um aviso que exige a assinatura do serviço. Nos Estados Unidos, o custo desta anuidade ronda os 80 dólares (aproximadamente 76 euros à taxa de câmbio atual), um valor que muitos consideram elevado apenas para visualizar dados que os próprios geraram ao longo do ano.

A estratégia da empresa parece clara: aumentar as receitas convertendo utilizadores gratuitos em pagantes. O Strava tem vindo a restringir várias funcionalidades de análise de dados e planeamento de rotas, que outrora eram gratuitas, tornando-as exclusivas para membros Premium. O "Year In Sport" junta-se agora a essa lista, numa tentativa de capitalizar sobre a curiosidade e o orgulho dos atletas nas suas performances anuais.

Reações da comunidade e impacto no marketing

A decisão está a gerar uma onda de críticas nas redes sociais, com muitos ciclistas e corredores a classificarem a medida como "antipática". Para além da frustração dos utilizadores, a medida pode ter um efeito colateral para a própria empresa. O resumo anual funcionava como uma ferramenta de marketing orgânico poderosa, uma vez que milhares de pessoas partilhavam os seus gráficos no Instagram e no X (antigo Twitter), promovendo a aplicação gratuitamente.

Ao limitar o acesso a este conteúdo viral, o Strava aposta que o valor dos dados pessoais será suficiente para convencer os utilizadores a abrir a carteira. Resta saber se esta tática resultará num aumento de subscrições ou se, pelo contrário, levará os atletas a procurarem alternativas gratuitas que ofereçam análises semelhantes sem custos adicionais.

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