
A ascensão das marcas chinesas no setor automóvel europeu tem sido um dos temas mais debatidos nos últimos anos, e os números mais recentes confirmam que esta não é apenas uma tendência passageira. A BYD atingiu um marco histórico em solo luso, ultrapassando as 10.000 viaturas vendidas desde a sua chegada ao nosso país em 2023.
O desempenho da fabricante em 2025 foi o grande motor deste resultado, com um crescimento expressivo que consolidou a sua posição como uma das escolhas favoritas dos condutores portugueses, especialmente no segmento dos 100% elétricos.
Um crescimento explosivo no mercado nacional
O ano de 2025 revelou-se decisivo para a operação da marca em Portugal. Durante estes doze meses, foram matriculados 6.059 veículos ligeiros de passageiros da fabricante, o que traduz um impressionante aumento de 94,1% em comparação com o ano anterior. Estes valores permitiram à empresa alcançar uma quota de mercado total de 2,7%.
No entanto, é no segmento dos Veículos 100% Elétricos (BEV) que os dados se tornam ainda mais reveladores. A marca garantiu uma quota de 9,4% nesta categoria específica em 2025. Mais interessante ainda é a análise ao comportamento do consumidor final: a fabricante chinesa assumiu a liderança nas vendas a clientes particulares. As estatísticas mostram que, no ano passado, um em cada cinco carros totalmente elétricos adquiridos por particulares em território nacional foi um modelo desta marca.
Domínio global e a aposta no "Flash Charging"
Se os números em território nacional mostram uma trajetória ascendente, o panorama internacional reflete uma escala monumental. A fabricante fechou o ano de 2025 com a entrega de mais de 4,6 milhões de viaturas (4.602.436, para sermos precisos), reforçando o seu estatuto de líder mundial em veículos movidos a novas energias (NEV).
Pela primeira vez na sua história, a marca ultrapassou a barreira de um milhão de unidades exportadas, registando um salto de 145% face a 2024. O mês de dezembro ficou ainda marcado pela celebração da produção do veículo eletrificado número 15 milhões.
Para sustentar este crescimento, a aposta na tecnologia continua a ser a prioridade. Apenas nos primeiros três trimestres de 2025, o investimento em Investigação e Desenvolvimento (I&D) rondou os 5,3 mil milhões de euros. Este capital está a ser canalizado para aperfeiçoar a química das baterias e os sistemas inteligentes de assistência à condução.
Olhando para o futuro próximo, a marca prepara-se para introduzir na Europa, já em 2026, a sua tecnologia de carregamento ultrarrápido, designada por "Flash Charging". Esta inovação promete potências na ordem dos megawatts, com o objetivo de reduzir drasticamente os tempos de paragem, aproximando a experiência de carregamento do abastecimento tradicional de combustíveis fósseis — uma tecnologia que a marca, aliás, abandonou por completo, sendo o único construtor mundial a ter cessado a produção de veículos exclusivamente a combustão.










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