
A inteligência artificial está cada vez mais presente na gestão do bem-estar pessoal, e a Anthropic acaba de dar um passo significativo nessa direção. A empresa lançou novas integrações de dados de saúde para o seu assistente, permitindo que os utilizadores conectem as suas aplicações de saúde favoritas diretamente à IA.
Conforme anunciado pela Anthropic, esta nova funcionalidade permite ao assistente aceder a métricas pessoais para criar resumos do histórico médico e explicar números complexos relacionados com a saúde numa linguagem simples e acessível.
A novidade, que já tinha sido antecipada no início do mês, está agora disponível em fase beta para subscritores dos planos Claude Pro e Max nos Estados Unidos, tanto em dispositivos Android como iOS. O objetivo é oferecer informações personalizadas e conselhos baseados em dados reais, em vez de respostas genéricas.
Um assistente pessoal, não um médico
Embora a tecnologia prometa revolucionar a forma como interpretamos os nossos dados biométricos, a Anthropic mantém a cautela. A empresa sublinha que as respostas fornecidas não substituem o aconselhamento médico profissional e que qualquer situação de saúde mais séria deve ser sempre avaliada por um especialista humano.
A privacidade é, naturalmente, a principal preocupação quando se trata de partilhar informações tão sensíveis. Para mitigar receios, a empresa implementou políticas rigorosas: a ligação de qualquer aplicação de saúde requer uma autorização explícita (opt-in) por parte do utilizador. Além disso, a empresa garante que as conversas relacionadas com saúde não são utilizadas para treinar os seus modelos de IA, nem são incluídas na memória do chat para conversas futuras.
No entanto, a empresa não especificou detalhadamente se os dados de saúde dos utilizadores são processados para outros fins internos, como a entrega do serviço, monitorização de segurança, depuração de erros ou prevenção de abusos.
Ferramentas para profissionais e concorrência
Além das funcionalidades para o consumidor comum, a empresa está a investir fortemente na otimização do assistente para o setor clínico com o "Claude for Healthcare". Esta versão, compatível com as normas HIPAA (lei de privacidade de saúde dos EUA), permite que médicos e profissionais liguem o assistente a bases de dados complexas, como políticas de cobertura de seguros, códigos ICD-10 e registos de saúde de pacientes, facilitando a gestão administrativa e clínica.
As reações iniciais dos utilizadores têm sido mistas. Enquanto alguns entusiastas já estão a alimentar o sistema com anos de dados para criar painéis de saúde personalizados, outros mantêm-se céticos quanto à segurança, apesar das promessas de privacidade.
Este movimento surge num momento em que os grandes intervenientes do setor procuram diversificar a sua influência na vida quotidiana dos utilizadores. A OpenAI introduziu recentemente as suas próprias integrações de saúde para o ChatGPT, enquanto a Microsoft continua a expandir o Copilot por todos os seus serviços, sinalizando que a saúde será um dos próximos grandes campos de batalha para a inteligência artificial.










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