
A estratégia de diversificação de fornecedores da Apple sofreu um revés significativo esta semana. A gigante de Cupertino viu-se forçada a realizar uma manobra de emergência, transferindo milhões de encomendas de painéis OLED, originalmente destinados à chinesa BOE, para a rival sul-coreana Samsung Display.
De acordo com informações avançadas pelo portal sul-coreano The Elec, esta decisão drástica surge após a BOE não ter conseguido resolver problemas graves na sua linha de produção, que persistem há já dois meses.
Um problema inesperado na produção
O relatório aponta para um cenário que fontes da indústria classificam como "intrigante". A interrupção nas fábricas da BOE não afeta apenas os modelos mais recentes, mas estende-se a cinco gerações do telemóvel da marca, desde o iPhone 13 até à futura série iPhone 17.
O que surpreende os especialistas é que a BOE terá falhado na entrega de painéis com tecnologia LTPS (utilizados nos modelos base dos iPhones 15 e 16), um processo de fabrico que a empresa já dominava e que deveria ser rotineiro. A estas falhas somam-se as dificuldades já esperadas com os complexos painéis LTPO — que permitem taxas de atualização variáveis —, exigidos para a gama premium da próxima geração.
Samsung volta a salvar o dia
Para evitar um cenário de escassez global de dispositivos em 2026, a Apple recorreu mais uma vez à sua parceira histórica. A Samsung Display, que detém a maior capacidade produtiva do mercado, absorveu este volume massivo de encomendas, consolidando o seu papel de "válvula de segurança" para a marca da maçã em momentos de crise.
A situação é particularmente delicada para a BOE, que corre agora contra o tempo para não perder também a produção do iPhone 17e. Este modelo de entrada, previsto para ser lançado nesta primavera, tinha na fabricante chinesa a sua principal fornecedora. Novas falhas poderão comprometer seriamente a relevância da empresa na cadeia de abastecimento da Apple.
Este revés financeiro para a BOE surge num momento sensível, logo após o fim de uma disputa judicial no final de 2025, onde a empresa concordou em pagar royalties à Samsung para encerrar investigações sobre roubo de segredos comerciais.










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