
A tecnologia portuguesa volta a estar em destaque no panorama internacional. A Sage, gigante mundial em soluções de gestão empresarial, contabilidade e recursos humanos, anunciou uma parceria estratégica com a Augusta Labs, um laboratório de Inteligência Artificial aplicada sediado em Lisboa. Este movimento coloca o talento nacional no centro do desenvolvimento do novo Centro de Excelência de IA da multinacional.
O talento português no centro da decisão
Numa altura em que as grandes empresas tecnológicas disputam os melhores recursos para liderar a corrida da inovação, a Sage optou por olhar para Portugal como um polo emergente de competência técnica. Através desta colaboração, as equipas da Augusta Labs não vão funcionar apenas como um braço externo; serão integradas diretamente na estrutura de produto da Sage.
O objetivo desta fusão de esforços é claro: acelerar a transição da Sage para se tornar uma empresa "AI-first" (orientada para a IA). A Augusta Labs, fundada em 2024, destacou-se rapidamente pela sua capacidade de execução em ambientes reais de negócio, combinando engenharia de alta velocidade com rigor técnico. Esta agilidade de startup é precisamente o que a multinacional britânica procura para industrializar as suas soluções.
Manav Thiara, SVP da Sage, sublinhou a importância desta dinâmica: "Esta parceria proporciona à Sage a velocidade de startup de que precisamos, ao mesmo tempo que reforça as nossas capacidades internas de engenharia de IA e de dados".
Acelerar a era da "IA Aplicada"
A estratégia não passa apenas por experiências teóricas, mas sim pela aplicação prática que traga valor imediato aos clientes. Segundo o relatório The State of AI, da McKinsey, as empresas que mais valor retiram desta tecnologia são aquelas que conseguem passar rapidamente da fase de testes para a produção em escala.
É neste ponto que a Augusta Labs entra, trabalhando em iniciativas globais que envolvem produtos como o Sage Payroll, Sage Active e Sage 300. O foco estará na criação de fluxos de trabalho "agentic" (agentes autónomos) capazes de automatizar tarefas de ponta a ponta e na construção de pipelines de dados de alto desempenho.
Rodrigo Fernandes, cofundador da Augusta Labs, vê este passo como um marco para o ecossistema nacional: "Ao combinar a visão de plataforma da Sage e os seus dados proprietários com a nossa experiência em Applied AI, estamos a ajudar a criar uma nova geração de software inteligente e adaptativo".
Esta parceria reforça a tendência de grandes multinacionais procurarem talento especializado fora dos hubs tecnológicos tradicionais, validando a qualidade da engenharia portuguesa no setor da IA.












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