
A forma como navegamos na internet e nos nossos dispositivos móveis está prestes a tornar-se muito mais eficiente. A MapLibre anunciou oficialmente o lançamento do MapLibre Tile (MLT), um novo formato de "vector tile" open-source que pretende definir o futuro das aplicações de mapeamento. Posicionado como o sucessor natural do popular Mapbox Vector Tile (MVT), esta novidade foi desenhada de raiz para lidar com a complexidade crescente dos dados geoespaciais modernos.
Segundo as informações divulgadas pela MapLibre, o MLT não é apenas uma atualização incremental, mas sim uma reengenharia completa pensada para aproveitar ao máximo as APIs gráficas mais recentes e o hardware atual. O objetivo é claro: suportar mapas base à escala planetária, tanto em 2D como em 2.5D, com um desempenho muito superior ao que estávamos habituados.
Compressão extrema e desempenho gráfico
Um dos maiores destaques deste lançamento é a eficiência. O novo formato utiliza um esquema orientado por colunas e codificações personalizadas leves, o que permite atingir um rácio de compressão até seis vezes superior em comparação com os formatos anteriores, especialmente em mosaicos de maiores dimensões.
Para os programadores e empresas, isto traduz-se numa redução drástica da latência, menores custos de armazenamento e uma poupança significativa na saída de dados. Além disso, a descodificação da informação foi acelerada, sendo agora compatível com instruções de vetorização modernas (SIMD), o que garante uma experiência muito mais fluida para quem utiliza mapas na web ou no telemóvel.
Preparado para o futuro em 3D
O MapLibre Tile não se foca apenas no presente. A arquitetura foi concebida a pensar nas próximas gerações de tecnologia de mapeamento. O formato inclui suporte nativo para coordenadas 3D e processamento otimizado tanto para CPUs como para GPUs, algo essencial à medida que os mapas digitais se tornam mais imersivos e detalhados.
Estas mudanças alinham o MLT com os padrões emergentes da indústria, como o Overture Maps e o GeoParquet. A boa notícia para a comunidade de desenvolvimento é que não é preciso esperar: tanto o MapLibre GL JS como o MapLibre Native já suportam este novo formato, permitindo a integração imediata em projetos novos ou existentes.










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