
Se és daqueles utilizadores que recorre ao navegador do telemóvel para ouvir música ou podcasts com o ecrã desligado, temos más notícias. A gigante de vídeos da Google decidiu colocar um ponto final nesta "festa" e confirmou que está a bloquear intencionalmente a reprodução em segundo plano nos browsers móveis.
Esta funcionalidade, que até agora permitia a muitos evitar o pagamento da mensalidade do serviço, passa assim a ser um exclusivo rigoroso da subscrição Premium. A mudança afeta tanto quem utiliza o sistema operativo da Google como o iOS, transformando a experiência de utilização gratuita numa tarefa bem mais limitada.
Uma questão de "consistência" ou de negócio?
Durante muito tempo, navegadores populares como o Samsung Internet, Edge, ou o Vivaldi permitiam contornar as limitações da app oficial. O utilizador podia simplesmente minimizar a janela ou bloquear o telemóvel e o áudio continuava a dar. Agora, com esta alteração técnica implementada do lado do servidor, o áudio é cortado assim que o navegador deixa de estar em primeiro plano.
Inicialmente, a comunidade suspeitou que se tratasse de um bug técnico, mas a Google veio rapidamente esclarecer a situação. A empresa afirmou que esta é uma decisão deliberada, argumentando que a reprodução em segundo plano é um benefício pago e que a experiência foi "ajustada" para garantir consistência em todas as plataformas móveis. Na prática, fecha-se uma das últimas portas que restavam para quem queria uma experiência semelhante ao Premium sem abrir os cordões à bolsa.
A resposta do Brave e o jogo do gato e do rato
Esta medida insere-se numa ofensiva mais vasta do YouTube para rentabilizar a plataforma, que recentemente incluiu o bloqueio agressivo de adblockers e até restrições a ferramentas de download de vídeos. No entanto, a natureza aberta da web garante que estas restrições raramente duram muito tempo sem resposta.
Demonstrando a rapidez com que os programadores se adaptam, alguns navegadores focados na privacidade já começaram a contornar este novo bloqueio. Foi o caso do Brave, que lançou prontamente uma atualização para restaurar a funcionalidade aos seus utilizadores, conforme confirmado através de uma publicação na rede social X. Resta saber quanto tempo demorará até a Google implementar uma nova barreira técnica, num jogo constante de "gato e rato" entre a gigante tecnológica e os navegadores independentes.










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