
O sistema operativo da gigante de Redmond é conhecido por oferecer um vasto leque de ferramentas, muitas das quais permanecem "adormecidas" numa instalação padrão. Para os utilizadores mais curiosos ou que necessitam de executar software legado, o menu de "Funcionalidades do Windows" é uma paragem obrigatória, permitindo ativar recursos como a Sandbox ou subsistemas específicos. No entanto, a Microsoft anunciou uma mudança significativa na forma como um dos componentes mais antigos é gerido.
A partir de agora, o .NET Framework 3.5 deixará de estar disponível como uma funcionalidade opcional integrada no menu do sistema operativo, passando a exigir um método de instalação diferente para quem ainda depende dele.
Uma mudança na gestão de componentes legado
Embora o Windows 11 traga o .NET Framework 4.8 Advanced Services ativado por defeito, a versão 3.5 permanecia como uma opção selecionável para garantir a compatibilidade com aplicações mais antigas. Esta facilidade de acesso, que bastava um "visto" numa caixa de seleção para descarregar e instalar o recurso, chegou ao fim.
A alteração começou a ser implementada na build 27965 do Windows 11 Insider Preview, lançada no canal Canary em outubro de 2025. Isto significa que, para qualquer versão futura do sistema operativo lançada após essa data, o componente já não constará na lista de funcionalidades opcionais. A Microsoft justifica esta decisão como um alinhamento com o ciclo de vida do produto, cujo fim de suporte está agendado para 9 de janeiro de 2029.
Com esta remoção, outros componentes associados também deixam de poder ser instalados diretamente via menu de funcionalidades, nomeadamente:
ASP.NET 3.5
.NET Extensibility 3.5
WCF HTTP Activation
WCF non-HTTP Activation
Como instalar e quem fica "a salvo"?
É importante notar que esta medida não afeta os utilizadores que se mantenham no Windows 10 ou nas versões do Windows 11 até à 25H2. Nestes casos, o método tradicional continua a funcionar sem qualquer alteração.
Para quem estiver a utilizar as compilações mais recentes e futuras, a solução passa a ser a utilização de um instalador autónomo (standalone installer). A empresa de Redmond detalhou estes procedimentos num novo documento de suporte, onde explica como os administradores de sistemas e utilizadores podem contornar a ausência do menu simplificado, recorrendo ao instalador offline ou a scripts do PowerShell para os componentes adicionais, conforme explicado no blog oficial de desenvolvimento.
Esta estratégia parece indicar um esforço claro para "limpar" o sistema operativo de dependências antigas, empurrando os utilizadores e programadores para versões mais modernas e seguras da plataforma, enquanto se prepara o terreno para o fim de vida definitivo desta versão do framework daqui a alguns anos.












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