
Se tinhas planos ao ar livre para esta semana, é melhor reconsiderares. Portugal Continental prepara-se para enfrentar um fenómeno meteorológico conhecido como "Rio Atmosférico", que promete trazer quantidades industriais de água, especialmente às regiões Norte e Centro. Entre os dias 9 e 15 de fevereiro de 2026, a previsão aponta para um cenário de precipitação intensa, onde o volume de chuva equivalente a um mês inteiro poderá cair num espaço de apenas 72 horas.
A situação exige cautela, não só pela chuva contínua, mas também pelo aumento das temperaturas que irá provocar o degelo nas zonas montanhosas, aumentando significativamente o caudal dos rios.
Rios em risco e o perigo do degelo
O cenário traçado pelos meteorologistas indica que uma pluma de ar subtropical, carregada de vapor de água, está a atingir a costa ocidental da Europa. Embora não estejamos perante uma tempestade nomeada com ventos ciclónicos destrutivos, a persistência da precipitação é o fator mais preocupante. O volume de água será particularmente intenso nas barreiras montanhosas, escoando depois para as bacias hidrográficas principais.
Esta combinação de fatores coloca vários cursos de água sob vigilância apertada. Os rios Minho, Douro, Vouga, Mondego e Tejo apresentam um risco elevado de cheia. O problema é agravado pelo facto de as temperaturas estarem previstas acima da média para a época, o que vai acelerar o derretimento da neve acumulada nas serras. Este "cocktail" de chuva forte e degelo pode sobrecarregar rapidamente as margens ribeirinhas, justificando um aviso sério para as populações nestas áreas.
Os dias mais críticos serão terça e quarta-feira, onde os acumulados podem atingir entre 100 a 150 litros por metro quadrado em apenas 48 horas no Norte e Centro. A sul, a situação deverá manter-se mais estável, embora não isenta de precipitação.
Cronologia da semana e o contraste nas ilhas
A semana arranca com chuva moderada, mas é a partir de terça-feira que as "torneiras do céu" se abrem verdadeiramente. Além da chuva, espera-se vento moderado a forte na quarta-feira, acompanhado por uma subida dos termómetros que poderá levar as máximas aos 22ºC em alguns locais.
Para sexta-feira, dia 13, monitoriza-se a possibilidade de uma nova depressão se aproximar, trazendo mais vento e uma descida de temperatura, mantendo o tempo instável. No entanto, existe uma luz ao fundo do túnel: o fim de semana poderá trazer o regresso do anticiclone e uma pausa na chuva, embora a incerteza ainda seja elevada.
Nos arquipélagos, a sorte é distinta. Os Açores vão enfrentar uma primeira metade da semana instável, com aguaceiros e vento forte, melhorando ligeiramente a partir de quinta-feira. Já a Madeira parece ter ganho a lotaria meteorológica desta vez, com previsões de tempo seco e muito sol, num vislumbre antecipado de primavera, segundo as previsões avançadas pelo Luso Meteo.










Nenhum comentário
Seja o primeiro!