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Intel processador

A controversa estratégia da Intel de transformar funcionalidades de hardware em serviços pagos adicionais chegou oficialmente ao fim. A gigante dos semicondutores encerrou a iniciativa conhecida como "Software Defined Silicon" (SDSi), ou Intel On Demand, colocando um ponto final na ideia de vender processadores com capacidades fisicamente presentes, mas bloqueadas por software.

O conceito, que gerou bastante debate na indústria, baseava-se na comercialização de processadores Xeon com aceleradores integrados que o cliente não podia utilizar no momento da compra. Para aceder a estas funcionalidades, seria necessário pagar uma licença posterior, seja de forma permanente ou baseada no uso. A justificação da marca era oferecer flexibilidade e evitar que os clientes tivessem de adquirir CPUs de gama superior apenas por causa de uma função específica, mas a receção do mercado foi fria.

O fim do "DLC" de hardware

A confirmação do abandono desta estratégia surgiu de forma discreta. O repositório SDSi no GitHub, que alojava o código essencial para o funcionamento desta tecnologia, foi arquivado em novembro de 2025, sinalizando o fim do desenvolvimento ativo por parte da empresa.

O programa abrangia tecnologias específicas como SGX (Software Guard Extensions), DLB (Dynamic Load Balancer), IAA (In-Memory Analytics Accelerator) e QAT (QuickAssist Technology). Embora estes blocos de silício estivessem fisicamente presentes no chip, permaneciam inativos até que o cliente "abrisse a carteira" novamente.

A comunidade técnica e os clientes empresariais criticaram largamente o modelo, vendo-o como uma forma artificial de segmentação de mercado, onde se pagava pelo silício sem ter acesso total ao mesmo. Com o passar do tempo, a documentação oficial foi desaparecendo do site da empresa e as atualizações tornaram-se inexistentes.

Foco no futuro e reestruturação

O encerramento do Intel On Demand acontece num período em que a Intel enfrenta desafios significativos e procura focar-se nas suas competências nucleares. Com a descontinuação do suporte de software, é altamente improvável que vejamos este tipo de bloqueio artificial nas futuras gerações de processadores Xeon.

Para os entusiastas de hardware e gestores de TI, esta notícia é vista com alívio, marcando o fim de uma experiência comercial que tentou trazer a lógica das microtransações dos videojogos para o mundo dos servidores críticos. Conforme detalhado pela Phoronix, a iniciativa foi arquivada sem grande alarido, fechando um capítulo que a empresa parece querer esquecer.

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