
A eterna discussão sobre os processadores da gigante sul-coreana parece estar longe de terminar. Novos dados sugerem que a Samsung prepara-se para reintroduzir a estratégia de divisão de chips na sua próxima linha de topo, reservando o desempenho máximo da Qualcomm para o modelo mais caro e deixando a Europa, e consequentemente Portugal, com o regresso do Exynos nas versões de entrada.
Esta informação foi avançada pelo informador @yabhishekhd, que detalhou como a marca pretende distribuir os "motores" da família Galaxy S26. A estratégia visa equilibrar custos e potenciar a divisão de fabrico de semicondutores da própria marca, mas poderá não agradar a todos os fãs.
A geografia do desempenho: Quem recebe o quê?
Segundo a fuga de informação, a distribuição dos componentes será tripartida, criando um cenário complexo para os consumidores globais. A boa notícia é transversal: o Galaxy S26 Ultra deverá manter a paridade global, sendo equipado exclusivamente com o processador Snapdragon 8 Elite Gen 5 em todos os mercados. Esta decisão protege a imagem do "rei" da fotografia e desempenho da marca, garantindo que a experiência premium é idêntica, independentemente de o comprares em Lisboa ou em Nova Iorque.
No entanto, a situação muda de figura para os modelos Galaxy S26 e Galaxy S26 Plus. Nestes casos, o mercado norte-americano continuará a receber a variante com Snapdragon. Já a Coreia do Sul terá direito a uma versão exclusiva do Exynos 2600. Para o resto do mundo, onde se inclui a Europa e o Brasil, a Samsung deverá apostar na arquitetura padrão do novo Exynos 2600.
Esta fragmentação levanta as habituais preocupações sobre a consistência de desempenho e eficiência energética, especialmente para quem utiliza aplicações pesadas ou jogos que, tradicionalmente, são otimizados primeiro para as gráficas Adreno da Qualcomm.
Exynos 2600: Uma nova esperança em 2nm?
Apesar do ceticismo histórico em torno dos chips Exynos, devido a problemas passados de aquecimento e gestão de bateria, a próxima geração promete dar um salto qualitativo. Os primeiros testes sintéticos indicam que o Exynos 2600 pode surpreender pela positiva, muito graças à sua litografia de 2nm com tecnologia GAA (Gate-All-Around).
Esta tecnologia promete uma gestão de energia superior face ao design FinFET utilizado anteriormente, o que poderia mitigar o famoso "estrangulamento térmico" (thermal throttling) que afetou gerações passadas. A Samsung parece apostada em provar que a sua divisão Foundry consegue competir olhos nos olhos com a TSMC, e o Galaxy S26 será a grande prova de fogo.
A apresentação oficial destes dispositivos e a confirmação destas especificações técnicas estão previstas para um evento no final de fevereiro de 2026. Até lá, resta-nos olhar para o que os rumores indicam sobre o hardware destas máquinas:
Especificações esperadas do Samsung Galaxy S26:
Ecrã: 6,3" Dynamic AMOLED 2X, FHD+ a 120Hz
Processador: Exynos 2600 (Europa/Global) ou Snapdragon 8 Elite Gen 5 (EUA)
Memória: 12 GB de RAM
Câmaras: Principal de 50 MP, Ultrawide de 12 MP, Telefoto de 12 MP (3x)
Bateria: 4.300 mAh (carregamento 45W)
Especificações esperadas do Samsung Galaxy S26 Plus:
Ecrã: 6,7" Dynamic AMOLED 2X, QHD+ a 120Hz
Processador: Exynos 2600 (Europa/Global) ou Snapdragon 8 Elite Gen 5 (EUA)
Memória: 12 GB de RAM
Bateria: 4.900 mAh (carregamento 45W)
Especificações esperadas do Samsung Galaxy S26 Ultra:
Ecrã: 6,9" Dynamic AMOLED 2X (1-120 Hz), profundidade de cor 10-bit
Processador: Snapdragon 8 Elite Gen 5 (Global)
Memória: 12 GB ou 16 GB de RAM
Câmaras: Principal de 200 MP (ISOCELL HP2), Ultrawide 50 MP, Telefoto 12 MP (3x) e Telefoto 50 MP (5x)
Bateria: 5.000 mAh (carregamento 60W)
Software: Android 16 com One UI 8.5










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