
A gigante tecnológica chinesa decidiu surpreender o mercado europeu com um lançamento discreto, mas com potencial para agitar o segmento dos localizadores de objetos. A Xiaomi começou a disponibilizar o seu novo localizador, o Xiaomi Tag (modelo BHR08SPGL), posicionando-o como uma resposta direta e acessível aos populares rastreadores da concorrência.
Listado inicialmente em França, este pequeno dispositivo destaca-se não apenas pelo preço, mas por uma versatilidade rara: promete acabar com as barreiras entre ecossistemas, oferecendo compatibilidade tanto com o mundo Android como com o iOS.
O melhor de dois mundos sem a "taxa" da marca
Ao contrário do que acontece com a Apple, que restringe o AirTag ao seu próprio jardim murado, a aposta da Xiaomi é na flexibilidade total. O novo Xiaomi Tag suporta nativamente a rede "Encontrar" (Find My) da Apple e a rede "Encontrar o meu dispositivo" da Google. Isto significa que, independentemente do telemóvel que tenhas no bolso, ou que as pessoas à volta do objeto perdido tenham, o localizador conseguirá comunicar a sua posição.
O dispositivo utiliza tecnologias Bluetooth 5.4 e NFC para garantir esta conectividade. No entanto, para atingir um preço mais baixo, houve um sacrifício técnico importante: a ausência de Ultra Wideband (UWB). Na prática, isto significa que o utilizador consegue ver a localização geral do objeto no mapa, mas perde a funcionalidade de "Localização de Precisão" — aquelas setas que nos guiam até ao centímetro exato onde as chaves caíram, habituais nos modelos mais caros.

Design familiar e autonomia prolongada
Em termos de design, a Xiaomi não reinventou a roda. O Tag apresenta-se com um acabamento em plástico branco simples e uma espessura de apenas 7,2 mm, tornando-o fácil de colocar numa carteira ou num porta-chaves. A energia fica a cargo de uma pilha CR2032 substituível, com a marca a prometer uma autonomia estimada de um ano, o que está em linha com o padrão da indústria.
A estratégia de preço é agressiva para o mercado europeu. O dispositivo foi listado com um preço unitário de 17,99 euros, um valor significativamente inferior ao das alternativas premium. Para quem precisa de equipar vários objetos, existe um pack de quatro unidades por 59,99 euros, conforme revelado na página oficial da loja da Xiaomi em França.
Ainda não existe uma confirmação oficial sobre a data exata de chegada às prateleiras das lojas físicas em Portugal, mas a presença no site oficial francês indica que a distribuição global na Europa está iminente. Resta saber se a Xiaomi planeia lançar uma versão "Pro" no futuro com a tal tecnologia UWB, algo que alguns rumores baseados no código do HyperOS já sugeriram.










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