
Se estavas a pensar usar as ferramentas de inteligência artificial da Google para criar uma versão digital da Moana ou do Rato Mickey, temos más notícias. A gigante tecnológica decidiu apertar o cerco e impedir a criação de imagens que se assemelhem, mesmo que remotamente, a personagens da Disney.
Esta mudança afeta diretamente ferramentas como o Gemini e o gerador de imagem Nano Banana, que agora rejeitam prontamente pedidos que violem a propriedade intelectual da casa do Rato Mickey. A decisão surge num momento de tensão crescente entre as empresas de tecnologia e os detentores de direitos de autor em Hollywood.
O fim da magia na geração de imagem
Segundo reportado pela CNET, a Google ajustou os seus algoritmos para bloquear especificamente referências a personagens icónicas. Esta postura defensiva parece ser uma resposta direta a uma carta de "cease-and-desist" enviada pela Disney em dezembro, onde a empresa de entretenimento acusava a Google de não implementar tecnologia suficiente para prevenir a infração de direitos de autor, alegando que a tecnológica estava a "explorar diretamente" as suas criações para ganho comercial.
Agora, ao tentar gerar imagens de figuras como a Sininho (Tinker Bell), o sistema da Google devolve um erro ou simplesmente bloqueia o processo, citando preocupações com fornecedores de conteúdo terceiros. A mensagem de erro sugere explicitamente que o utilizador edite o seu pedido para tentar novamente, removendo as referências protegidas.
Até o Rato Mickey foi apanhado na rede
Os testes revelaram que a filtragem é bastante agressiva. Mesmo quando não se menciona o nome da personagem, a IA consegue detetar a intenção. Um teste que pedia um "rato de desenho animado com sapatos amarelos grandes, calções vermelhos com dois botões brancos e um nariz preto redondo" foi imediatamente bloqueado.
Curiosamente, esta restrição abrange até versões do Rato Mickey que já entraram no domínio público, demonstrando a cautela extrema da Google. Esta rigidez pode não ser apenas medo de processos judiciais, mas também uma questão de alianças estratégicas: a Disney investiu mil milhões de dólares na OpenAI e estabeleceu um acordo para trazer as suas personagens para o gerador de vídeo Sora, colocando-se firmemente no campo concorrente da Google.










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