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Saamsung Galaxy S26 Ultra

O aguardado lançamento da nova geração de telemóveis da Samsung não está a ter a receção calorosa que a marca esperaria. Vários consumidores optaram por cancelar as suas reservas para aguardar pelas primeiras análises detalhadas. Agora que os testes estão disponíveis, os resultados revelam um misto de pontos fortes e fracos. A autonomia é indiscutivelmente uma das principais desilusões, uma vez que o Galaxy S26 Ultra oferece resultados muito semelhantes aos do S25 Ultra e acaba por ficar atrás de vários equipamentos concorrentes.

O peso da concorrência no mercado global

A fabricante sul-coreana perdeu o primeiro lugar nas vendas globais de telemóveis no final de 2025 para a Apple, impulsionada pelos melhoramentos consideráveis presentes no iPhone 17, iPhone 17 Pro e iPhone 17 Pro Max, onde os conhecidos problemas de aquecimento da geração anterior foram resolvidos. Em simultâneo, marcas como a Xiaomi e a Oppo continuaram a cimentar o seu crescimento e a conquistar posições cimeiras.

Com a necessidade de recuperar o terreno perdido, a nova linha Galaxy S26 enfrentava um enorme desafio. Contudo, a ausência de grandes inovações a nível de design, ecrã e, sobretudo, na gestão de energia, não facilita a tarefa da marca.

O teste de fogo à autonomia

O conhecido canal TechDroider colocou o novo topo de gama frente a frente com a concorrência direta e com o seu antecessor. Os resultados demonstram que ter uma maior capacidade no papel nem sempre se traduz em mais horas de utilização. O primeiro dispositivo a desligar-se foi o Google Pixel 10 Pro XL, que com os seus 5.200 mAh atingiu 8 horas e 22 minutos, mantendo a temperatura nos 32,7 °C.

Logo de seguida tombou o Galaxy S25 Ultra, alcançando 8 horas e 40 minutos com 38,2 °C. O novo Galaxy S26 Ultra conseguiu uma ligeira melhoria, registando 9 horas e 8 minutos, mas à custa de um aquecimento significativo que chegou aos 43,7 °C, apesar de estar equipado com um processador fabricado num processo teoricamente mais eficiente. Outro detalhe importante é que este novo modelo suporta menos 800 ciclos de carga em relação ao seu antecessor.

 

A surpresa do iPhone e a eficiência do OnePlus

De forma curiosa, o iPhone 17 Pro Max, que apresenta a menor capacidade do teste com apenas 4.832 mAh, conseguiu superar a proposta da marca sul-coreana ao durar 9 horas e 41 minutos a 43,1 °C.

No topo da tabela encontram-se os autênticos monstros de autonomia do ecossistema Android. O Xiaomi 17 Pro Max, com a sua particularidade de incluir um ecrã traseiro, alcançou as 10 horas e 3 minutos, embora tenha sido o dispositivo mais quente, atingindo os 47,4 °C. A grande coroa vai para o OnePlus 15, que esmagou a concorrência com um total de 12 horas e 31 minutos a 45,4 °C.

Esta diferença abismal a favor do OnePlus 15 deve-se em grande parte à sua enorme bateria de 7.300 mAh. No entanto, não é o único fator em jogo. Como termo de comparação, o equipamento da Xiaomi possui uma célula ainda maior, de 7.500 mAh, e partilha o exato mesmo processador Snapdragon 8 Gen 5, mas obteve um resultado substancialmente inferior na duração total, conforme indica a informação avançada pelo Notebookcheck.

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