
As empresas e startups que utilizam a inteligência artificial da Anthropic através dos serviços da Microsoft, Google e Amazon podem respirar de alívio. As três gigantes tecnológicas asseguraram que os seus clientes não vão perder o acesso aos modelos de linguagem, apesar da recente escalada de tensão com o governo dos Estados Unidos. Segundo avançou a CNBC num primeiro relatório e posteriormente confirmou noutra publicação, as plataformas comerciais continuarão a operar normalmente para trabalhos não associados à área da defesa.
Decisão não afeta clientes civis e projetos não militares
A Microsoft foi a primeira grande tecnológica a transmitir tranquilidade aos seus utilizadores. Os advogados da empresa analisaram a recente designação de risco da cadeia de abastecimento imposta pelo Departamento de Guerra da administração Trump, anteriormente conhecido como Departamento de Defesa. A conclusão foi clara: os produtos da empresa parceira, incluindo o Claude, podem continuar a ser fornecidos a todos os clientes que não façam parte do departamento militar. Isto inclui a disponibilidade em plataformas como o GitHub e ferramentas de produtividade.
De igual forma, a Google partilhou uma visão idêntica. Um porta-voz da empresa explicou que a determinação governamental não impede o trabalho conjunto em projetos não militares. Assim, os modelos de inteligência artificial permanecem acessíveis através da infraestrutura da Google Cloud.
Os clientes e parceiros dos serviços na nuvem da Amazon também receberam garantias de que podem manter as suas operações habituais, desde que não envolvam contratos específicos de defesa.
O braço de ferro com o governo norte-americano
Toda esta situação teve origem na decisão oficial do Pentágono de classificar a startup americana como um risco para a sua cadeia de abastecimento. Esta é uma medida tipicamente reservada para adversários estrangeiros, mas que foi aplicada após a empresa se ter recusado a conceder acesso ilimitado à sua tecnologia para fins de vigilância em massa e desenvolvimento de armas totalmente autónomas.

Com esta classificação, o Pentágono fica impedido de utilizar os serviços da startup assim que a transição dos sistemas estiver concluída. Além disso, qualquer agência ou empresa que trabalhe diretamente com a entidade militar terá de certificar que não utiliza estes modelos de inteligência artificial nos seus contratos governamentais.
Dario Amodei, o líder da empresa de inteligência artificial, já prometeu contestar esta designação nos tribunais. O executivo sublinhou que a restrição se aplica exclusivamente à utilização direta em contratos com o Departamento de Guerra. Mesmo as empresas que fornecem serviços aos militares podem continuar a utilizar as ferramentas para outros fins comerciais ou projetos não relacionados.
Entretanto, a recusa em ceder às exigências militares parece ter impulsionado o interesse do público, com a adoção da plataforma por parte dos consumidores a registar um forte crescimento contínuo.












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