
A NVIDIA revelou o DLSS 5, a sua próxima tecnologia de upscaling que promete elevar o detalhe gráfico dos videojogos a um patamar cinematográfico. A novidade foi apresentada poucos meses após o anúncio da versão 4.5 e, de acordo com o comunicado da NVIDIA, esta iteração recorre a modelos neurais em tempo real para injetar iluminação e materiais fotorrealistas nas imagens, com chegada aos computadores agendada para o outono.
Qualidade gráfica de Hollywood
Durante a conferência GTC 2026, o diretor executivo Jensen Huang subiu ao palco para demonstrar o potencial da tecnologia. Utilizando títulos como Resident Evil: Requiem, Hogwarts Legacy e Starfield, a apresentação evidenciou detalhes adicionais nos tons de pele e nos cabelos das personagens. No entanto, a comparação foi feita contra versões dos jogos sem qualquer funcionalidade de upscaling ativada, deixando em aberto a verdadeira margem de evolução face à versão anterior com todas as funcionalidades de path tracing ligadas.
Exigência de hardware superior
A mecânica do DLSS 5 baseia-se na recolha de vetores de cor e movimento de cada frame, utilizando depois um modelo de inteligência artificial para introduzir elementos luminosos ancorados ao conteúdo 3D de origem. A marca garante que o processo ocorre em tempo real e suporta resoluções até 4K. Contudo, o verdadeiro desafio atual reside no equipamento necessário. A demonstração de Huang foi executada num sistema artilhado com duas placas gráficas RTX 5090. Embora a empresa afirme que a tecnologia correrá no futuro numa única placa de vídeo, é de prever que a exigência de processamento continue a ser colossal.
A empresa considera este passo como a maior inovação nos gráficos de computador desde a introdução do ray tracing em 2018. A ideia passa por oferecer aos estúdios uma ferramenta semelhante à geração de vídeo por inteligência artificial, mas com controlo direto por parte dos programadores, dispensando o poder de processamento massivo usado na indústria do cinema. Resta agora perceber se os jogadores vão aderir a esta infusão de píxeis criados por algoritmos, sobretudo num mercado onde o ray tracing autêntico ainda não é utilizado por todos.












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