
A integração de resumos gerados por inteligência artificial na pesquisa está a causar um impacto devastador nos editores de conteúdos online. De acordo com um novo relatório da Chartbeat, partilhado pela Axios, as plataformas de menor dimensão são as que mais sofrem com a contínua revolução tecnológica nos motores de busca.
O impacto drástico nas visitas
Os dados revelam que os pequenos editores, com um volume diário de 1.000 a 10.000 visualizações de página, registaram uma queda de 60% no tráfego de referência proveniente da pesquisa nos últimos dois anos. O cenário também não é positivo para as plataformas de média dimensão (10.000 a 100.000 visualizações diárias), que enfrentaram um declínio de 47%.
Mesmo os grandes portais, com mais de 100.000 visitas por dia, observaram uma redução de 22% nas referências da pesquisa tradicional. De forma geral, as visualizações de páginas originadas por esta via caíram 34% entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025. Até mesmo o Google Discover, frequentemente visto como uma alternativa de salvação, gerou menos 15% de visualizações no último ano.
Chatbots não oferecem solução
Na tentativa de contornar a situação, vários editores começaram a otimizar os seus sites para os chatbots de IA, na esperança de recuperar o público perdido por outras vias. Contudo, o relatório demonstra que as referências destas ferramentas representam menos de 1% do total de visualizações de páginas dos editores.
Embora este valor represente um aumento superior a 200% entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025, o tráfego gerado é considerado de baixo valor. A maioria dos utilizadores que chega aos sites através de chatbots fá-lo apenas para verificar a precisão dos resumos gerados pela tecnologia, sem interagir de forma significativa com o conteúdo da página.
A adaptação e o desafio do público
Apesar deste cenário, o tráfego global em todos os editores mundiais caiu apenas 6%. Isto indica que existem formas de mitigar as perdas fora da pesquisa tradicional na web. As grandes publicações estão agora a focar os seus esforços na otimização de newsletters por email e no tráfego direto, e a queda marginal no panorama geral mostra que estas estratégias estão a dar frutos.
No entanto, a construção de uma base de leitores sólida é uma tarefa complexa para quem ainda não a possui. Os pequenos editores, que muitas vezes não dispõem de tempo e recursos para atrair seguidores dedicados, estão já a ficar para trás nesta transição.












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