
O custo dos videojogos continua a ser um tema central para a comunidade, especialmente quando se trata de títulos de grande orçamento que exigem dezenas de horas de dedicação. Recentemente, Strauss Zelnick, CEO da Take-Two, partilhou a sua visão sobre o modelo de negócio da indústria, sugerindo que o próximo GTA VI poderá ser lançado com um preço entre os 70 e os 80 dólares (aproximadamente 65 a 75 euros), posicionando-se como uma experiência premium de nova geração.
Publicidade e o valor das experiências premium
Durante uma entrevista concedida ao portal The Game Business, Zelnick abordou a questão da publicidade nos jogos. O executivo foi claro ao afirmar que, embora os anúncios façam sentido em títulos gratuitos, não os considera adequados para jogos de "gama alta" que custam 80 dólares. Esta declaração reforça a ideia de que o sucessor de GTA V manterá a integridade da experiência do utilizador, sem interrupções publicitárias invasivas.
Apesar de circularem rumores e listagens em sites de terceiros que apontavam para valores superiores a 100 euros, nem a Rockstar Games nem a casa-mãe confirmaram tais valores. Para Zelnick, o importante é que a relação entre o preço e as horas de entretenimento seja justa, algo que a saga Grand Theft Auto tem conseguido cumprir historicamente, mantendo milhões de jogadores ativos mesmo treze anos após o lançamento do último capítulo numerado.
O papel da inteligência artificial no desenvolvimento
Outro ponto de destaque na conversa foi a utilização de tecnologias emergentes. O CEO da Take-Two vê a IA como uma ferramenta poderosa para auxiliar os criadores a poupar tempo e custos, mas acredita que esta nunca será capaz de substituir o talento humano. Segundo Zelnick, seria impossível para uma inteligência artificial criar, de forma autónoma, um jogo com o calibre e a complexidade de um GTA.
Zelnick sublinhou ainda que a criatividade humana é o elemento diferenciador que permite construir o "melhor entretenimento do mundo". O executivo aproveitou também para elogiar a nova liderança da Xbox, mencionando a competência de Asha Sharma como uma rival à altura num mercado onde, no final de contas, os jogos de sucesso são o remédio para qualquer dificuldade financeira das empresas.












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