
Um novo estudo analisou mais de 500 apresentações em conferências científicas ao longo de dois anos para descobrir se os especialistas conseguem ser engraçados no palco. Os resultados mostram que a comédia não é o ponto forte da comunidade científica, mas a ausência de humor pode tornar as palestras ainda mais difíceis de acompanhar.
De acordo com os resultados publicados na Royal Society Publishing, cerca de dois terços das tentativas de humor resultaram apenas em risos educados ou num silêncio absoluto. Os dados recolhidos demonstram que apenas 9% das piadas conseguiram fazer rir a maior parte da plateia. Curiosamente, os momentos de maior gargalhada não foram intencionais e resultaram de falhas técnicas, como problemas nos diapositivos ou microfones a deixar de funcionar, provando que nada une mais uma audiência do que assistir a um imprevisto alheio.
O desafio de animar a plateia
Qualquer pessoa que já tenha assistido a uma conferência, independentemente do tema, sabe que não são apenas os cientistas que têm dificuldade em dominar a arte da comédia. Fazer rir uma audiência que ainda não foi aquecida é um verdadeiro desafio. Até mesmo programas de humor profissionais reconhecem que a primeira gargalhada é sempre a mais difícil de arrancar ao público num ambiente que ainda está frio.
A importância de manter o público acordado
O levantamento, que contou com a impressionante colaboração de oito coautores, indica ainda que cerca de 40% das palestras evitaram totalmente o uso de humor. Embora seja uma aposta mais segura para quem está a apresentar, esta abordagem torna as comunicações menos memoráveis para quem assiste. Um médico e cientista confessou à revista Nature que, apesar da enorme riqueza de conteúdos interessantes partilhados nas conferências, manter a audiência desperta e atenta continua a ser uma missão complicada sem pequenos momentos de descontração.












Nenhum comentário
Seja o primeiro!