
Asha Sharma, diretora executiva da marca de videojogos da Microsoft, decidiu encerrar a controversa campanha publicitária que promovia televisões e telemóveis como consolas. De acordo com os detalhes partilhados pelo VideoCardz, a executiva considerou que a estratégia não transmitia a verdadeira essência da empresa e promete mudanças para recuperar terreno no mercado.
Passados mais de cinco anos desde a chegada da atual geração de consolas, a concorrência tem dominado as tabelas de vendas. A maioria dos consumidores optou pela PlayStation 5, e embora a Series S tenha registado alguma popularidade, os números globais ficaram muito aquém das expectativas e do nível atingido pela concorrente direta.
O fim de uma estratégia confusa
A campanha publicitária agora cancelada mostrava uma série de dispositivos como portáteis, telemóveis, televisões, os óculos Meta Quest 3 e até o Amazon Fire TV. A mensagem central sugeria que qualquer equipamento capaz de aceder aos jogos na nuvem era essencialmente uma Xbox. A estratégia estendeu-se até ao hardware parceiro, como foi o caso da consola portátil da ASUS com o sistema operativo Windows 11 e a marca colada.
Esta abordagem gerou fortes críticas entre a comunidade de jogadores, que sentiu que o hardware dedicado estava a ser deixado para segundo plano em favor da nuvem. Asha Sharma partilha desta visão, afirmando que a campanha pura e simplesmente não se sentia como algo próprio da marca, o que motivou o seu cancelamento imediato em prol de uma reestruturação.
O regresso ao hardware focado nos jogadores
Para travar a queda contínua nas vendas e os rumores de que a empresa poderia deixar de produzir hardware caseiro, a nova liderança procura um reinício total. A imagem será renovada e novos produtos poderão ser apresentados para atrair novamente os jogadores que têm optado pelas ofertas da Sony ou da Nintendo.
A tarefa apresenta-se desafiante, especialmente numa altura em que os títulos antes exclusivos começam a ser lançados na concorrência. O sucesso desta nova direção estará fortemente dependente de novidades sobre o Project Helix e do lançamento da futura consola portátil, que terá a difícil missão de oferecer um equipamento que realmente capte a atenção do público numa era onde a diferenciação de catálogo é cada vez menor.












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